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Vôlei feminino: Brasil supera Itália em semifinal eletrizante e busca título inédito da Liga das Nações

Vôlei feminino: Brasil supera Itália em semifinal eletrizante e busca título inédito da Liga das Nações
© Divulgação/Volleyball World

A seleção brasileira feminina de vôlei protagonizou uma virada memorável ao despachar a poderosa Itália, atual campeã mundial e olímpica, em uma semifinal eletrizante da Liga das Nações (VNL). Com uma vitória por 3 sets a 2 (25/21, 21/25, 24/26, 25/21 e 12/15), o Brasil garantiu sua vaga na grande decisão do torneio, onde enfrentará a Turquia neste domingo (26), a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Macau, na China. Este triunfo não apenas coloca a equipe na disputa por um título inédito, mas também representa uma importante superação contra um adversário que já havia frustrado as ambições brasileiras em edições anteriores.

Virada heroica contra uma potência mundial

A partida contra a Itália carregava um peso histórico para a seleção brasileira. Após amargar dois vice-campeonatos da VNL com revés para as italianas nas finais de 2025 e 2022, a equipe de José Roberto Guimarães entrou em quadra com a missão de reverter esse retrospecto. Mesmo saindo atrás no placar do primeiro set, as brasileiras demonstraram resiliência e não se abalaram. A capacidade de virar o jogo contra uma equipe tão gabaritada, que ostenta os títulos mundiais e olímpicos, ressalta a força mental e a preparação tática do time verde e amarelo.

O palco em Macau testemunhou um confronto de alto nível, onde cada ponto foi disputado com intensidade. A vitória por 3 a 2, com parciais apertadas, reflete o equilíbrio e a emoção que permearam todo o duelo. A Liga das Nações, um dos principais torneios do calendário internacional de vôlei, serve como um termômetro crucial para as equipes que almejam o pódio em competições futuras, como os Jogos Olímpicos.

Destaques individuais e superação coletiva

Entre as protagonistas da histórica vitória, a ponteira Ana Cristina se destacou como a maior pontuadora do jogo, com impressionantes 23 acertos. Sua performance foi crucial para a virada brasileira, e a emoção em suas palavras após a partida revelou a importância do momento. “É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas”, analisou a jogadora, que ficou de fora da final anterior devido a uma lesão no joelho.

Outra atleta que brilhou com a Amarelinha foi a ponteira Júlia Bergmann, que anotou 15 pontos, incluindo um bloqueio decisivo no final da terceira parcial, que selou a virada do placar para 2 sets a 1. Aos 25 anos, Bergmann expressou a felicidade de estar em uma final da VNL, destacando o trabalho árduo da equipe. “Ganhar desse time da Itália só mostra o trabalho que fizemos o tempo todo. É comemorar, descansar um pouco e trabalhar para buscar esse ouro”, afirmou.

A superação coletiva foi ainda mais notável considerando os desfalques importantes. A equipe brasileira jogou sem titulares como a ponteira Gabi (com desconforto lombar), a oposta Tainara e a central Julia Kudiesse (ambas por lesões), além de Nyeme. Mesmo com essas ausências, o técnico José Roberto Guimarães conseguiu montar um esquema tático que neutralizou o poderoso ataque italiano, com um bloqueio impecável sobre as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova, demonstrando a profundidade e a versatilidade do elenco.

O caminho até a decisão e o próximo desafio

No quarto set, as italianas reagiram e conseguiram arrancar o empate em 2 sets a 2 ao fechar a parcial em 25 a 21, levando a definição do jogo para o tie-break. O Brasil, no entanto, manteve a calma e se valeu de erros das adversárias para abrir uma vantagem inicial de 7 a 4. Apesar da recuperação italiana, que empatou em 9 a 9, as brasileiras reforçaram o bloqueio e o ataque, selando a vitória na parcial por 15 a 12 e garantindo a classificação para a final.

Neste domingo (26), a seleção terá pela frente a Turquia, que derrotou a China na outra semifinal deste sábado (25) por 3 sets a 0 (25/21, 25/15 e 25/20), em um confronto rápido de menos de 1h20. A equipe turca, que terminou a primeira fase da Liga das Nações na quarta colocação, busca o bicampeonato, tendo conquistado seu primeiro título em 2023. O confronto promete ser mais um teste de fogo para as brasileiras.

Olhar para o futuro: VNL como preparação olímpica

O técnico José Roberto Guimarães projetou a importância deste desempenho para os objetivos maiores da seleção. “Foi um resultado muito positivo. Estou muito orgulhoso do time. Ganhamos um jogo como esse, com algumas jogadoras jovens se apresentando muito bem, com personalidade. Esse é o time que precisamos desenvolver, pensando no futuro, pois o nosso principal objetivo é chegar da melhor maneira possível nos Jogos Olímpicos”, analisou o treinador.

A Liga das Nações, portanto, não é apenas um torneio em si, mas um degrau fundamental na preparação para os Jogos Olímpicos, o principal foco da comissão técnica e das atletas. A busca pelo título inédito da VNL, contra uma forte equipe como a Turquia, representa uma grande chance de consolidar o trabalho e a confiança do grupo. “Vamos jogar para vencer a Liga das Nações, mas temos que pensar no próximo jogo. Ainda falta o degrau mais alto que precisamos atingir. É uma grande chance e vamos precisar de muita luta, dedicação e atitude”, concluiu Zé Roberto, reforçando a mentalidade de busca incessante pela excelência.

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