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Setor de serviços empregou 15,9 milhões e pagou 2,2 salários mínimos em 2024, aponta IBGE

Setor de serviços empregou 15,9 milhões e pagou 2,2 salários mínimos em 2024, aponta IBGE
Agência Brasil

O setor de prestação de serviços não financeiros no Brasil consolidou sua posição como um dos pilares da economia nacional em 2024, ao empregar expressivos 15,9 milhões de pessoas. Os trabalhadores dessa vasta área receberam, em média, o equivalente a 2,2 salários mínimos mensais. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sua Pesquisa Anual de Serviços (PAS), oferecem um panorama detalhado da dinâmica de emprego e remuneração em um dos segmentos mais vitais do país.

A pesquisa do IBGE, que abrange uma ampla gama de atividades, revela a capacidade do setor de gerar renda e valor para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A análise aprofundada desses números é crucial para entender as tendências do mercado de trabalho e as necessidades de qualificação profissional em diferentes segmentos.

A Abrangência e a Contribuição Econômica dos Serviços

O segmento de serviços não financeiros é um mosaico de atividades que impactam diretamente o cotidiano da população e a estrutura produtiva do Brasil. Ele engloba desde a educação e escritórios de advocacia até imobiliárias, restaurantes, salões de beleza, tecnologia da informação, telecomunicações, transportes, turismo e vigilância. É importante notar que instituições financeiras, como bancos, não estão incluídas nesta pesquisa específica do IBGE.

Há dois anos, o cenário já indicava a robustez do setor, com 1,9 milhão de empresas ativas que, juntas, desembolsaram R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões. Em 2024, as empresas pesquisadas registraram uma receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões e adicionaram um valor substancial de R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, que à época somava R$ 11,7 trilhões. Essa contribuição evidencia a relevância estratégica do setor para a geração de riqueza nacional.

O IBGE ressalta que, devido a mudanças metodológicas na forma de coleta e análise dos dados da Pesquisa Anual de Serviços, não é possível estabelecer comparações diretas com edições anteriores, o que impede a análise de uma série histórica contínua. Acesse a matéria original da Agência Brasil para mais detalhes.

O Setor de Serviços e a Geração de Empregos no Brasil

A análise dos dados da PAS revela quais atividades são as maiores propulsoras de empregos dentro do setor de serviços. O ramo classificado como atividades de alimentação, que inclui restaurantes, bares e bufês, destaca-se como o principal empregador, absorvendo 1,9 milhão de pessoas. Esse contingente representa 11,7% da força de trabalho total das empresas de serviços não financeiros, sublinhando a capilaridade e a importância desse segmento para a economia local e regional.

Em seguida, aparece o grupo dos serviços técnico-profissionais, responsável por 1,8 milhão de postos de trabalho, ou 11,2% do total. Esta categoria abrange empresas de consultoria em informática, auditoria, contabilidade e escritórios jurídicos, indicando a demanda por mão de obra especializada. Outras atividades com grande volume de empregos incluem:

  • Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%
  • Transporte rodoviário de cargas: 8,1%
  • Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%

Em média, as empresas de serviços não financeiros contam com cerca de oito funcionários. No entanto, setores como o transporte ferroviário e metroviário (com uma média de 890 trabalhadores por empresa), dutoviário (467) e aéreo (234) apresentam um porte significativamente maior em termos de número de empregados, refletindo a complexidade e a escala de suas operações.

Remuneração e Qualificação: As Disparidades Salariais

A remuneração média no setor de serviços em 2024, de 2,2 salários mínimos, reflete uma realidade heterogênea, com grandes variações entre as diferentes atividades. Considerando que o salário mínimo naquele ano era de R$ 1.412, a média do setor girava em torno de R$ 3.106,40. No topo da lista das atividades mais bem remuneradas, o transporte dutoviário se sobressaiu com uma média impressionante de 21,1 salários mínimos.

Esse patamar é mais de três vezes superior ao da segunda atividade mais bem paga, o transporte aquaviário, que registrou uma média mensal de 6,9 salários mínimos. O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, aponta que dois fatores cruciais explicam essa distinção no transporte dutoviário: a “exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade”. Em 2024, aproximadamente 6,5 mil pessoas estavam empregadas nesse nicho altamente especializado.

Em contraste, as atividades de alimentação, que lideram em número de vagas, apresentaram uma média de 1,4 salário mínimo. Já os serviços técnico-profissionais, outro grande empregador, remuneravam seus colaboradores com uma média de 2,56 salários mínimos mensais. Outros setores com remunerações acima da média geral incluem:

  • Transporte aéreo: 6,6 salários mínimos
  • Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5 salários mínimos
  • Serviços de tecnologia da informação: 5,2 salários mínimos

Esses dados evidenciam a valorização de conhecimentos específicos e responsabilidades elevadas em determinadas áreas do setor de serviços.

Os dados da Pesquisa Anual de Serviços do IBGE reforçam a importância estratégica do setor para a economia brasileira, não apenas pela vasta geração de empregos, mas também pela significativa contribuição para o Produto Interno Bruto e para a renda dos trabalhadores. A compreensão dessas dinâmicas é fundamental para o planejamento econômico e social do país. Para continuar acompanhando análises aprofundadas sobre o mercado de trabalho, economia e outros temas relevantes que impactam a sua vida, siga O Amazonas, seu portal de notícias comprometido com informação de qualidade e contextualizada.

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