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Manacapuru lidera mortes violentas no Amazonas, aponta Anuário da Segurança Pública

Manacapuru lidera mortes violentas no Amazonas, aponta Anuário da Segurança Pública
Foto: Lucas Silva

Manacapuru, município do Amazonas com mais de 100 mil habitantes, registrou o maior índice de Mortes Violentas Intencionais (MVI) entre as cidades do estado avaliadas, conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), acendem um alerta para a segurança na região, enquanto Parintins se destaca pela menor taxa de violência no mesmo grupo.

O levantamento minucioso do FBSP analisou 338 municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes, calculando a taxa de violência proporcional a cada 100 mil moradores. As Mortes Violentas Intencionais englobam uma série de crimes graves, incluindo homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais, oferecendo um panorama abrangente da criminalidade letal.

Cenário da violência em cidades amazonenses

Entre as quatro cidades do Amazonas que se enquadram nos critérios do estudo, os índices de MVI por 100 mil habitantes revelam disparidades significativas. Manacapuru apresentou a taxa mais elevada, com 25,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparece Manaus, a capital, com 17,8 mortes, e Itacoatiara, com 16,7 mortes. Parintins, por sua vez, registrou a menor taxa do grupo, com apenas 5,9 mortes por 100 mil habitantes, um número que a coloca em um patamar de segurança consideravelmente superior às demais.

É importante ressaltar, contudo, que o estudo não permite classificar Parintins como a cidade menos violenta de todo o estado. A pesquisa do Anuário se restringiu a municípios com mais de 100 mil habitantes, excluindo da análise diversas outras localidades amazonenses que poderiam apresentar índices ainda menores ou maiores de violência.

Panorama nacional e destaques estaduais

No contexto nacional, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 apontou Maranguape, no Ceará, como a cidade mais violenta do país, com uma alarmante taxa de 100,3 mortes por 100 mil moradores, registradas em 2024. O ranking das cinco cidades mais violentas inclui ainda três municípios da Bahia: Eunápolis (85,1), Porto Seguro (71,2) e Simões Filho (68,1). Apesar dos desafios regionais, nenhum município do Amazonas figurou entre as dez cidades mais violentas do Brasil, um dado que, embora não elimine a preocupação local, oferece uma perspectiva comparativa.

Em relação aos estados, o Amapá manteve-se como o mais violento do país, com uma taxa de 42,5 mortes a cada 100 mil habitantes em 2025, mesmo com uma redução de 6% em comparação com 2024. Bahia e Ceará seguiram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, também com quedas em suas taxas. Na outra ponta, Santa Catarina se destacou ao registrar a menor taxa de mortes violentas do país, com 7,6 por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que marcou 7,8. No total, 19 estados e o Distrito Federal apresentaram queda nas taxas de violência, enquanto sete tiveram alta.

Outros dados e a importância da análise

Além dos índices de MVI, o Anuário trouxe outras informações relevantes para o debate sobre segurança pública. Nacionalmente, os feminicídios bateram recorde, enquanto a taxa de assassinatos atingiu o menor patamar desde 2012. Para o Amazonas, um dado específico chamou atenção: Manaus foi classificada como a 7ª cidade com mais casos de roubo e furto de celulares no Brasil, evidenciando outra faceta da criminalidade que afeta diretamente a população.

A divulgação desses dados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública é crucial para que gestores públicos, forças de segurança e a sociedade civil possam compreender a dinâmica da violência, planejar ações mais eficazes e direcionar recursos para as áreas mais necessitadas. A análise detalhada permite identificar tendências, comparar realidades e, assim, construir estratégias mais assertivas para a redução da criminalidade e a promoção de um ambiente mais seguro para todos os amazonenses.

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Fonte: g1.globo.com

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