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Polícia indicia ex-diretor de educação de Manacapuru por desvio de salários de funcionária fantasma

Polícia indicia ex-diretor de educação de Manacapuru por desvio de salários de funcionária fantasma
1 de 1 Ex-servidor da Prefeitura de Manacapuru, Raimundo Nonato da Costa Bastos — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Investigação aponta desvio de verbas públicas em Manacapuru

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) concluiu o inquérito que investigava um esquema de desvio de recursos públicos na Secretaria Municipal de Educação (Semec) de Manacapuru. O ex-diretor do Departamento Administrativo da pasta, Raimundo Nonato da Costa Bastos, foi indiciado pelo crime de peculato-desvio. A investigação aponta que salários de uma mulher, que afirma nunca ter prestado serviços ao município, eram depositados diretamente em uma conta bancária de titularidade do ex-servidor.

O caso veio à tona após a vítima tentar realizar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em uma agência da Caixa Econômica Federal. Ao ser informada sobre uma pendência em seu Cadastro de Pessoa Física (CPF), ela buscou auxílio contábil e descobriu a existência de vínculos empregatícios ativos com a prefeitura, apesar de nunca ter exercido qualquer função na administração municipal.

Entenda como funcionava o esquema de peculato

De acordo com os documentos analisados pelas autoridades, a mulher foi registrada como auxiliar de serviços gerais em três períodos distintos: entre agosto de 2020 e dezembro de 2022. Os registros funcionais indicavam lotações em diversas unidades da rede municipal de ensino de Manacapuru. No entanto, a vítima relatou à polícia que, durante a campanha eleitoral de 2020, entregou seus documentos pessoais a um terceiro sob a promessa de uma futura contratação, a qual nunca se concretizou.

A apuração policial confirmou, por meio de ofício enviado pelo banco, que a conta bancária indicada nos contracheques para o recebimento dos salários pertencia a Raimundo Nonato da Costa Bastos. O delegado John Allan Cunha Castilho, responsável pelo caso, fundamentou o indiciamento com base no artigo 312 do Código Penal, destacando que a função do ex-diretor na gestão dos processos de contratação da Semec foi determinante para a materialização do desvio.

Desdobramentos administrativos e exoneração

O relatório final do inquérito foi assinado em 24 de agosto de 2026 e encaminhado ao Ministério Público para as devidas providências judiciais. A resposta da Prefeitura de Manacapuru foi imediata: em 26 de agosto, o servidor foi exonerado pela prefeita Valciléia Flores Maciel. A administração municipal afirmou que instaurou uma sindicância interna logo após ser notificada pela Polícia Civil e que tem colaborado integralmente com as investigações.

Em seu depoimento, o ex-diretor alegou que não se recordava da contratação da vítima e sustentou que acreditava que os valores depositados em sua conta eram referentes ao seu próprio salário ou verbas indenizatórias. A defesa de Raimundo Nonato não retornou os contatos da reportagem até o fechamento desta matéria. Para mais detalhes sobre este e outros casos de repercussão no estado, acompanhe as atualizações do portal O Amazonas, seu compromisso diário com a informação transparente e de qualidade.

Fonte: g1.globo.com

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