Um projeto inovador de educação ESG (Ambiental, Social e Governança) desenvolvido em escolas públicas de Manaus está ganhando destaque como referência científica, com potencial para expandir sua metodologia para outras instituições de ensino no Brasil e na Europa. A iniciativa, que visa aproximar estudantes de temas cruciais como sustentabilidade, inovação e empreendedorismo, teve sua abordagem pedagógica reconhecida por publicações científicas de prestígio, elevando o patamar da educação local.
Concebido e coordenado pelo professor Marcelo Brito da Silva, o Projeto Escola ESG foi implementado entre 2023 e 2024, com o objetivo central de conectar o aprendizado em sala de aula à realidade de empresas e instituições engajadas em ações de sustentabilidade. Essa ponte entre teoria e prática permitiu que jovens amazonenses explorassem o universo corporativo sob uma nova ótica, compreendendo a aplicação dos princípios ESG no cotidiano organizacional.
Metodologia amazonense ganha validação científica
O sucesso do projeto nas escolas de Manaus não se limitou ao impacto direto nos alunos. Seus resultados foram tão significativos que a metodologia foi objeto de estudo e pesquisa. O primeiro artigo científico detalhando a iniciativa foi publicado na Revista Eletrônica de Ciências da Sustentabilidade (RECSA), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), um reconhecimento importante no cenário acadêmico nacional.
A relevância do trabalho foi além, com um segundo estudo sobre o projeto sendo aceito para publicação pela renomada editora internacional Springer, uma das maiores editoras científicas do mundo. Esse feito sublinha a originalidade e a solidez da proposta pedagógica desenvolvida na capital amazonense, conferindo-lhe um selo de qualidade e inovação em escala global.
Entre 2025 e 2026, o professor Marcelo Brito da Silva aprofundou essa análise em sua pesquisa de pós-doutorado no Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal. Seu trabalho focou em examinar os resultados da experiência manauara, buscando entender como a metodologia poderia ser adaptada e replicada em diferentes contextos educacionais, tanto no Brasil quanto no continente europeu. Esse intercâmbio de conhecimento reforça o papel de Manaus como polo de inovação educacional.
Impacto transformador na visão dos estudantes
Durante os dois anos de duração, o projeto proporcionou aos estudantes uma série de visitas pedagógicas, oficinas e atividades práticas. Ao todo, foram realizadas 19 visitas e registradas 653 EduCotas – um termo criado para quantificar a participação ativa dos alunos nas interações com as empresas parceiras. Essa imersão permitiu que os jovens não fossem meros observadores, mas participantes engajados, questionando e interpretando os ambientes profissionais.
O professor Marcelo Brito da Silva destaca que o principal legado do projeto foi a ampliação do horizonte dos estudantes.
Fonte: g1.globo.com