O dólar comercial encerrou a sessão abaixo da marca psicológica de R$ 5 nesta sexta-feira (23), registrando recuo expressivo no último dia útil anterior ao segundo turno das eleições presidenciais. Enquanto a moeda norte-americana perdia força no mercado doméstico, o Ibovespa operou em alta e o mercado internacional monitorou de perto a forte disparada dos preços do petróleo, impulsionada pelo agravamento dos conflitos geopolíticos.
A movimentação financeira refletiu um cenário de cautela e reajuste estratégico de portfólios por parte dos investidores. Com a proximidade da votação de domingo (25) envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, os agentes econômicos buscaram calibrar suas posições diante da definição do panorama político nacional para os próximos anos.
Comportamento do câmbio no mercado doméstico
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,993, registrando uma desvalorização de 0,92% na sessão. Ao longo do pregão, a divisa chegou a atingir a mínima de R$ 4,989, alcançando o menor patamar desde o dia 9 de outubro. Na contagem semanal, a moeda acumulou queda de 1,58%, revertendo parcialmente o avanço visto no período anterior.
O real destacou-se positivamente frente a outras divisas globais, contrariando o comportamento do índice DXY, que mede a força americana perante uma cesta de moedas fortes. A expectativa em torno do pleito eleitoral brasileiro dominou as mesas de operação, ditando o ritmo dos negócios no câmbio.
Desempenho do Ibovespa e volume de negócios
O principal índice da B3 fechou o dia em alta de 0,47%, situando-se aos 205.082,56 pontos, impulsionado por um volume financeiro negociado que somou R$ 30,7 bilhões. A sessão foi marcada por ajustes e ganhos em papéis estratégicos, especialmente nos setores de petroleiras e mineradoras.
Apesar do resultado positivo no último pregão da semana, o indicador encerrou o período com leve queda de 0,17%. No entanto, o desempenho acumulado no mês de outubro aponta valorização de 10,06%, enquanto o saldo positivo no ano de 2026 atinge 27,28%, demonstrando resiliência da bolsa brasileira frente aos cenários de volatilidade externa e interna.
Disparada do petróleo com a crise internacional
Os contratos futuros do petróleo registraram forte valorização no exterior, impulsionados pelo acirramento das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando cotado a US$ 116,72, o maior patamar desde abril, enquanto o WTI avançou 3,82%, fechando a US$ 103,27.
O movimento foi alimentado por temores de interrupções no fornecimento global, em meio a advertências de retaliação e confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e grupos regionais. Para conter os impactos nos estoques, o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou medidas de liberação da Reserva Estratégica de Petróleo, visando estabilizar o mercado internacional de combustíveis.
Para continuar bem informado sobre os rumos da economia nacional, cotações de mercado e os desdobramentos dos principais fatos que movimentam o país, continue acompanhando O Amazonas. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística rigorosa, variada e contextualizada diariamente.