O Planalto, de Goiás, deu um passo importante rumo ao título inédito da Série A3 do Campeonato Brasileiro Feminino. Em uma partida marcada por emoções até o último minuto, a equipe goiana superou o Juventude, de Sergipe, por 1 a 0 no jogo de ida da grande final. O confronto foi realizado no estádio Anibal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia, com transmissão da TV Brasil.
Gol decisivo e brilho da goleira
O único gol do duelo saiu logo no início da partida. Após uma cobrança de escanteio curto, Marcelly cruzou na área e contou com uma falha da goleira Monique, do Juventude, para abrir o placar. O tento garantiu a vantagem mínima para as donas da casa, que precisaram se segurar diante da pressão sergipana ao longo do tempo regulamentar.
O momento de maior tensão ocorreu já nos acréscimos, aos 51 minutos da etapa final. Após revisão pelo VAR, a arbitragem assinalou um pênalti a favor do Juventude. A goleira Lescaut, do Planalto, consagrou-se como a heroína da noite ao defender a cobrança de Manu. A bola ainda tocou na trave antes de ser afastada pela defesa, selando o resultado favorável ao time goiano.
Caminho para o título nacional
A decisão do torneio agora se desloca para o Nordeste. O confronto de volta está marcado para o dia 5 de setembro, às 21h30 (de Brasília), no estádio Batistão, em Aracaju. Por ter realizado uma campanha superior ao longo da competição, o Juventude terá o mando de campo, mas não carrega vantagem no placar agregado. Caso o Juventude vença por um gol de diferença, a disputa pelo título será decidida nos pênaltis.
Acesso e impacto regional
A Série A3 de 2026 consolidou-se como uma vitrine importante para o crescimento do futebol feminino no país. O torneio, que iniciou com 32 clubes divididos em oito grupos, garantiu a quatro equipes o acesso à Série A2 para a temporada de 2027. Além dos finalistas, Portuguesa (AP) e Realidade Jovem (SP) também asseguraram a subida de divisão após chegarem às semifinais.
O feito da Portuguesa, em particular, ressoa como um marco histórico para o esporte no Amapá, sendo o primeiro clube do estado a alcançar uma divisão nacional. O Realidade Jovem, de São Paulo, também confirmou sua evolução ao garantir a vaga, mesmo após ser superado pelo Planalto nas semifinais. O cenário atual reflete a descentralização da modalidade e o fortalecimento de projetos em diferentes regiões do Brasil.
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