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Incêndio em lixão de Iranduba deve persistir por dias, alerta Corpo de Bombeiros

Incêndio em lixão de Iranduba deve persistir por dias, alerta Corpo de Bombeiros
Rede Amazônica

Desafio no combate às chamas em Iranduba

O incêndio que atinge o lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, entrou em uma fase crítica. Iniciado na última quinta-feira (13), o fogo tem exigido um esforço exaustivo das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Segundo o comandante da corporação, Orleilso Muniz, a natureza do material acumulado no local torna a operação complexa, com previsão de que o combate às chamas se estenda por mais alguns dias.

A situação preocupa autoridades e moradores devido à emissão constante de gases tóxicos na atmosfera. O impacto da fumaça não se limita ao município de Iranduba, atingindo também áreas da capital amazonense e comunidades vizinhas. A proximidade das chamas com a rodovia AM-070 e com a rede de distribuição elétrica local agrava o cenário, elevando os riscos para a infraestrutura e para a segurança pública na região.

Estratégia técnica e dificuldades operacionais

O combate a incêndios em depósitos de resíduos sólidos, como o de Iranduba, difere de ocorrências convencionais. De acordo com o comandante Orleilso Muniz, o fogo queima em profundidade, o que impede a extinção imediata apenas com o uso de água superficial. A estrutura desordenada do lixão dificulta o acesso das guarnições ao foco das chamas, exigindo uma abordagem mais agressiva e técnica.

Para conter o avanço do fogo, os bombeiros estão utilizando um líquido gerador de espuma (LGE) misturado à água. Esse composto químico é essencial para penetrar nas camadas de detritos e abafar o incêndio em níveis profundos. Além da aplicação do produto, a estratégia envolve a remoção mecânica do lixo para garantir que não haja reignição, um processo que demanda tempo, maquinário pesado e logística contínua.

Impactos ambientais e qualidade do ar

A recorrência de incêndios no Amazonas tem gerado um alerta sobre a qualidade do ar. Dados do CBMAM indicam que a capital amazonense registrou quase 1,2 mil incêndios em 2026, um aumento superior a 300% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário reflete diretamente no bem-estar da população, conforme monitorado pelo aplicativo Selva, que registrou piora na qualidade do ar em diversos pontos de Manaus na última sexta-feira (14).

Moradores das proximidades relatam apreensão, especialmente pela presença de idosos nas residências vizinhas ao local do incêndio. A fumaça densa, visível para quem trafega pela rodovia AM-070, que conecta Manaus a Iranduba e Manacapuru, serve como um lembrete constante dos desafios ambientais enfrentados pelo estado. Enquanto as equipes seguem em operação, a população aguarda por soluções definitivas para a gestão de resíduos na região.

O portal O Amazonas segue acompanhando o desdobramento desta ocorrência e os impactos na saúde pública e no meio ambiente. Continue conectado conosco para receber atualizações precisas, análises contextualizadas e o compromisso jornalístico que você já conhece.

Fonte: g1.globo.com

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