O agronegócio brasileiro segue como um dos pilares fundamentais da economia nacional, com novas perspectivas de crescimento para o próximo ciclo produtivo. Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve atingir a marca de 360,8 milhões de toneladas. O volume representa um incremento de 2,4% em relação ao ciclo anterior, o que equivale a um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas no campo.
Este desempenho é impulsionado, em grande parte, pela expansão da área plantada, que deve alcançar 83,5 milhões de hectares, um crescimento de 2,1%. A produtividade média das lavouras mantém-se estável, estimada em 4.322 quilos por hectare, demonstrando a resiliência do setor diante dos desafios logísticos e climáticos recorrentes no território brasileiro.
Protagonismo da soja e do milho no cenário nacional
A soja reafirma sua posição como a principal commodity agrícola do país, com uma estimativa de produção de 180,5 milhões de toneladas. O milho, essencial tanto para o mercado interno quanto para a exportação, projeta uma colheita de 143 milhões de toneladas. No entanto, o cenário não é uniforme em todas as regiões. A Conab alerta que condições climáticas adversas, observadas desde junho, impactaram negativamente o desenvolvimento das lavouras de milho no Nordeste, com registros de perdas em áreas específicas da Bahia, Sergipe e Alagoas.
Desempenho das culturas de algodão, feijão e arroz
Além dos grãos de maior volume, outras culturas desempenham papéis estratégicos na segurança alimentar e na balança comercial. A produção de algodão em caroço está projetada em 5,8 milhões de toneladas, o que corresponde a 4,1 milhões de toneladas de pluma. Já o feijão, analisado em suas três safras, deve totalizar 3 milhões de toneladas, uma queda de 3,2% frente ao ciclo anterior. A estatal garante, contudo, que a oferta permanece suficiente para atender à demanda interna.
No caso do arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas. A redução observada é reflexo direto de uma diminuição de 14% na área cultivada em comparação ao ciclo passado. Apesar da retração na área, o volume colhido é considerado adequado para suprir o consumo doméstico, evitando desabastecimento nas prateleiras dos supermercados.
Retração na produção de trigo
Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais preocupante para a temporada. A previsão aponta uma produção de 5,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda acentuada de 26,2% na comparação com a safra de 2025. Esse recuo é atribuído principalmente à redução de 20,4% na área destinada ao cultivo do cereal, evidenciando as oscilações estratégicas que os produtores realizam conforme a rentabilidade e as condições de mercado.
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Para mais detalhes técnicos sobre o levantamento, consulte a fonte oficial em Agência Brasil.