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Queimadas no Amazonas crescem 20% em agosto com Apuí na liderança dos registros

Queimadas no Amazonas crescem 20% em agosto com Apuí na liderança dos registros
Com o avanço do período de calor e seca, a recomendação é evitar queimadas e redobrar os cuidados para reduzir o risco de incêndios e os impactos da fumaça sobre a saúde Amazonas registra queda de 21% no desmatamento e 37% nos focos de calor em maio, aponta Ipaam

Aumento expressivo nos focos de calor

O estado do Amazonas enfrenta um cenário de alerta ambiental neste mês de agosto. De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado contabilizou 960 focos de calor até a última sexta-feira (21). O número representa um crescimento superior a 20% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o monitoramento apontou 795 ocorrências.

Este incremento nos registros de calor acende um sinal amarelo para as autoridades ambientais e para a população, especialmente em um período marcado pelo agravamento da estiagem. A recorrência desses focos é um indicador direto das condições climáticas adversas que atingem a região amazônica, onde a vegetação seca se torna altamente suscetível à propagação de incêndios.

Concentração crítica no município de Apuí

A análise geográfica dos dados revela que o problema não está distribuído de forma homogênea pelo território estadual. A maior parte das ocorrências concentra-se na região Sul do estado, uma área historicamente identificada como parte do chamado Arco do Fogo. O município de Apuí aparece como o ponto mais crítico, concentrando 325 focos de calor, o que equivale a aproximadamente 34% de todo o total registrado no Amazonas ao longo deste mês.

A situação em Apuí é acompanhada de perto por pesquisadores. O monitoramento realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) indica que a qualidade do ar no município atingiu níveis considerados ruins. Esse quadro gera preocupações imediatas com a saúde pública, exigindo cuidados redobrados com grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas que já possuem histórico de doenças respiratórias.

Impactos climáticos e riscos à saúde

A previsão meteorológica para os próximos meses não traz alívio imediato. A expectativa é de que as temperaturas permaneçam acima da média histórica, com picos que podem atingir a marca de 40°C. Somado a isso, a baixa umidade do ar cria um ambiente propício para que pequenos focos se transformem em grandes incêndios florestais, dificultando o controle pelas equipes de combate.

Além dos danos diretos à biodiversidade, a fumaça resultante das queimadas compromete a qualidade do ar em diversas localidades, afetando não apenas a saúde humana, mas também o bem-estar da fauna local. Especialistas reforçam a necessidade de evitar qualquer tipo de queimada, mesmo que para fins de limpeza de terreno, e orientam a população a adotar medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndios em áreas urbanas e rurais. Para mais informações sobre o monitoramento ambiental e o clima no estado, acesse o portal do Inmet.

O portal O Amazonas segue acompanhando de perto os desdobramentos da crise climática e os impactos das queimadas no cotidiano da população. Continue conosco para se manter informado com reportagens aprofundadas, dados atualizados e uma cobertura comprometida com a realidade da nossa região.

Fonte: g1.globo.com

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