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Alana Maldonado lidera Brasil a 3 ouros e 7 medalhas no Mundial de Judô paralímpico

Alana Maldonado lidera Brasil a 3 ouros e 7 medalhas no Mundial de Judô paralímpico
Sofia Brito/CBDV

O judô paralímpico brasileiro alcançou um feito notável no Mundial de Tbilisi, na Geórgia, consolidando sua posição entre as potências da modalidade. O segundo dia de competições, neste sábado (26), foi marcado por uma performance espetacular da delegação verde e amarela, que conquistou três medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Com esses resultados expressivos, o Brasil acumula um total de dez medalhas até o momento, sendo três ouros, cinco pratas e dois bronzes, demonstrando a força e a dedicação de seus atletas em um palco global.

As disputas individuais, que antecedem o encerramento do Mundial com as competições por equipes neste domingo (27), foram palco de momentos de grande emoção e técnica apurada. A jornada brasileira em Tbilisi não apenas reafirma a excelência dos judocas paralímpicos, mas também serve de inspiração, destacando a superação e o talento em um esporte que exige disciplina, estratégia e resiliência.

Alana Maldonado lidera a conquista de ouros com tetracampeonato

O grande destaque do sábado foi a judoca paulista Alana Maldonado. Atleta da classe J2 (baixa visão) na categoria até 70 kg, Alana demonstrou mais uma vez sua supremacia ao conquistar seu quarto título mundial. A final foi um embate acirrado contra a cazaque Ayala Mereke, que se estendeu até o golden score, um período de tempo extra decisivo no judô.

Com um wazari preciso, Alana Maldonado garantiu a vitória, adicionando mais um ouro à sua impressionante coleção, que já inclui dois títulos paralímpicos. Sua performance em Tbilisi não só reforça seu legado no esporte, mas também a posiciona como uma das maiores referências do judô paralímpico mundial.

Arthur Silva e Brenda Freitas defendem títulos mundiais

Alana não foi a única a repetir o feito de campeã mundial. O potiguar Arthur Silva, da classe J1 (cegos) e categoria até 95 kg, sagrou-se bicampeão consecutivo. Ele superou o britânico Daniel Powell em uma luta igualmente intensa, vencendo por um wazari. Arthur já havia conquistado o Mundial de 2025, em Astana, no Cazaquistão, e é também o atual campeão paralímpico de Paris 2024, evidenciando sua consistência e domínio na modalidade.

O terceiro ouro do Brasil no sábado veio com Brenda Freitas. Competindo na classe J1, categoria até 70 kg, Brenda demonstrou agilidade e técnica ao vencer a chinesa Wang Wenjing por ippon em menos de um minuto na grande final. Assim como Arthur, Brenda defendeu com sucesso o título conquistado no ano passado, consolidando sua posição no topo do judô paralímpico.

Outras medalhas e o impacto no cenário global

Além dos três ouros, o Brasil celebrou outras conquistas importantes. Milena Freitas garantiu uma medalha de prata na classe J1, categoria acima de 70 kg, enquanto Marcelo Casanova também levou a prata na classe J2, categoria até 95 kg. As medalhas de bronze foram conquistadas por Rebeca Silva, na classe J2, categoria acima de 70 kg, e Felipe Amorim, na classe J2, categoria acima de 95 kg.

Esses resultados coletivos e individuais em um evento de tamanha envergadura como o Mundial Paralímpico de Judô sublinham a profundidade do talento e o trabalho árduo da equipe brasileira. A performance em Tbilisi é um indicativo promissor para futuros desafios, incluindo os próximos ciclos paralímpicos, e reforça a importância do investimento e apoio ao esporte adaptado no Brasil.

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