PUBLICIDADE

Manaus atinge 38,6°C e estabelece novo recorde de calor em 2026

Manaus atinge 38,6°C e estabelece novo recorde de calor em 2026
1 de 1 Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus — Foto: Alcides Neto

Manaus registrou nesta terça-feira (22) a temperatura mais alta do ano de 2026, com os termômetros marcando 38,6°C às 15h. A marca, inédita para o período e para o ano, supera em um grau Celsius o recorde anterior e acende um alerta sobre as condições climáticas na capital amazonense, que enfrenta um período de estiagem severa. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e reforçam a preocupação com o aumento das temperaturas na região, impactando diretamente a vida dos moradores e o ecossistema local.

A escalada dos termômetros na capital amazonense

A recente marca de 38,6°C não é um evento isolado, mas o ápice de uma série de dias com temperaturas elevadas que vêm sendo observadas em Manaus ao longo do segundo semestre de 2026. Antes do recorde desta terça-feira, o maior registro havia sido de 37,6°C em 1º de setembro. Outras datas notáveis que compõem o ranking dos dias mais quentes do ano incluem 37,3°C em 31 de agosto, 37,1°C em 25 de agosto, 36,9°C em 26 de agosto, 36,3°C em 11 de agosto e 36,2°C em 10 de agosto. Essa sequência de picos térmicos indica uma tendência preocupante e um desafio crescente para a população e as autoridades locais, que precisam lidar com os efeitos de um clima cada vez mais extremo.

Fatores por trás do calor extremo em Manaus

O calor intenso que assola Manaus é multifacetado, combinando características climáticas naturais da região com impactos da ação humana. A capital amazonense está situada em uma zona de clima equatorial, naturalmente propícia a temperaturas elevadas e alta incidência de radiação solar durante todo o ano. Contudo, o período atual de estiagem no Amazonas agrava significativamente essa condição. Com a menor frequência de chuvas, a umidade do solo e da vegetação diminui drasticamente. Essa dinâmica altera a forma como a energia solar é absorvida pela superfície: com menos água disponível para a evaporação, uma parcela maior dessa energia é convertida diretamente em calor, elevando a temperatura próxima à superfície e no ar, criando um ambiente de intenso desconforto térmico.

Além dos fatores naturais, a rápida e muitas vezes desordenada transformação do espaço urbano de Manaus desempenha um papel crucial na retenção de calor. A expansão da cidade tem sido marcada pela redução de áreas verdes, que naturalmente ajudam a regular a temperatura através da evapotranspiração e do sombreamento. Paralelamente, a impermeabilização do solo com grandes extensões de asfalto e concreto, e a concentração de edificações, criam o que são conhecidas como “ilhas de calor urbanas”. Essas superfícies escuras absorvem e irradiam calor de forma muito mais eficiente do que as áreas vegetadas, dificultando o resfriamento natural da cidade, especialmente durante a noite. A combinação desses elementos gera um cenário de desconforto térmico prolongado e um aumento da sensação térmica para os moradores.

Desafios para a saúde e o alerta climático do El Niño

A persistência de temperaturas tão elevadas, como os 38,6°C registrados, tem implicações diretas e sérias para a saúde pública, o consumo de energia e a qualidade de vida dos manauaras. O calor extremo aumenta o risco de desidratação, insolação e exaustão por calor, além de agravar condições respiratórias e cardiovasculares, especialmente em grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. A demanda por sistemas de refrigeração, como ar-condicionado e ventiladores, dispara, sobrecarregando a rede elétrica e elevando os custos para os consumidores. Isso também pode levar a interrupções no fornecimento de energia, adicionando mais um desafio à rotina da população.

A situação é ainda mais complexa ao considerar fenômenos climáticos de larga escala, como o El Niño. Embora o texto original não detalhe seus efeitos específicos para 2026, é amplamente reconhecido que o El Niño historicamente influencia padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do globo, incluindo a Amazônia. Sua presença pode intensificar períodos de estiagem e calor, contribuindo para a ocorrência de eventos extremos como o recorde de temperatura em Manaus. A recorrência de recordes de temperatura na capital amazonense e em outras partes da região serve como um lembrete contundente da vulnerabilidade da Amazônia às mudanças climáticas e da urgência de ações de mitigação e adaptação. A conservação das florestas, o planejamento urbano sustentável, o investimento em infraestrutura verde e a adoção de medidas de saúde pública preventiva tornam-se cada vez mais cruciais para mitigar os efeitos do calor extremo e garantir a resiliência da capital amazonense diante de um cenário climático em constante transformação.

Para acompanhar as últimas notícias sobre o clima na Amazônia, impactos ambientais e as ações de enfrentamento aos desafios regionais, continue navegando em O Amazonas. Nosso compromisso é trazer informação relevante, apurada e contextualizada para você.

Fonte: g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE