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PF e Icmbio destroem 11 dragas em garimpo ilegal na Estação Ecológica Juami-japurá

PF e Icmbio destroem 11 dragas em garimpo ilegal na Estação Ecológica Juami-japurá
Foto: Divulgação/PF

Combate ao garimpo ilegal na Estação Ecológica Juami-Japurá

Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal (PF) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou uma ofensiva contundente contra a exploração mineral predatória no interior do Amazonas. Entre os dias 9 e 13 de julho, a Operação Pirá’ákãg focou na desarticulação de estruturas logísticas utilizadas para o garimpo ilegal dentro da Estação Ecológica Juami-Japurá, uma área de proteção integral que sofre com a pressão de atividades extrativistas não autorizadas.

O balanço da operação, divulgado nesta segunda-feira (14), confirma a inutilização de 11 dragas, equipamentos fundamentais para a sucção de sedimentos e extração de minérios nos leitos dos rios. A ação visa mitigar os danos ambientais causados pela atividade, que provoca o assoreamento de cursos d’água e a contaminação por mercúrio, substância frequentemente utilizada no processo de separação do ouro e altamente tóxica para a fauna aquática e populações ribeirinhas.

Estrutura logística e equipamentos apreendidos

Além das dragas, a operação resultou na apreensão e destruição de um vasto aparato logístico que sustentava a operação dos garimpeiros na região. A logística de suporte incluía embarcações de diversos portes, motores e uma quantidade expressiva de insumos energéticos necessários para manter o funcionamento ininterrupto das máquinas de extração.

De acordo com os dados oficiais, foram retirados de circulação três rebocadores de metal, três botes de alumínio, três motores de popa, duas embarcações, uma embarcação regional de madeira, uma embarcação para transporte de carga, uma lancha e uma balsa do tipo poitera. O suporte operacional foi complementado pela inutilização de três motores a diesel, dois geradores de energia e a apreensão de aproximadamente 48 mil litros de combustível, insumo que, em áreas remotas, é um dos principais vetores de custo e viabilidade do garimpo.

Impacto ambiental e sanções administrativas

A presença de garimpo em unidades de conservação como a Estação Ecológica Juami-Japurá configura crime ambiental grave, dada a fragilidade do ecossistema e a importância da preservação da biodiversidade amazônica. Durante a ação, os agentes lavraram três autos de infração ambiental, totalizando R$ 1.622.800 em multas aplicadas aos responsáveis pela exploração ilegal.

Embora a operação tenha sido eficaz na destruição de equipamentos e na interrupção da atividade extrativista imediata, nenhum suspeito foi preso durante a diligência. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar os financiadores e os responsáveis pela logística do garimpo na região. O combate a esse tipo de crime é um dos pilares da estratégia de proteção ambiental no país, conforme detalhado em portais como o ICMBio, que busca integrar inteligência policial e fiscalização de campo para coibir a degradação em áreas protegidas.

O portal O Amazonas continua acompanhando os desdobramentos desta operação e as ações de fiscalização ambiental em todo o estado. Fique informado sobre as notícias que impactam a nossa região e o meio ambiente assinando nossa cobertura diária.

Fonte: g1.globo.com

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