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Plínio Valério critica Icmbio em sabatina, defende Zona Franca e propõe mandato para ministros do STF

Plínio Valério critica Icmbio em sabatina, defende Zona Franca e propõe mandato para ministros do STF
Candidato ao senado Plínio Valério pelo PSDB Márcio Eduardo/Rede Amazônica

O senador Plínio Valério (PSDB), candidato à reeleição pelo Amazonas, gerou repercussão ao classificar o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como "o maior câncer deste país" durante uma sabatina na Rede Amazônica. A entrevista, parte da cobertura das eleições de 2026, foi palco para o parlamentar defender a Zona Franca de Manaus, criticar a política ambiental do governo federal e detalhar propostas legislativas, incluindo uma que visa limitar o mandato de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eleito senador em 2018 com mais de 834.809 votos, Valério busca um novo mandato com o apoio da Federação PSDB/Cidadania, que optou por não apoiar candidatos ao Governo do Amazonas no primeiro turno. Suas declarações recentes reacendem debates cruciais sobre o equilíbrio entre conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico na Amazônia, além de questões sobre a atuação do Poder Judiciário e a autonomia das instituições.

Críticas ao ICMBio e a Visão Ambiental Governamental

Durante a sabatina, Plínio Valério não poupou críticas ao ICMBio, órgão responsável pela gestão de unidades de conservação federais. O senador, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado, argumentou que as políticas de preservação ambiental precisam ser harmonizadas com as necessidades e a realidade das populações que habitam a região amazônica.

Em sua fala, Valério exemplificou a suposta desproporção das ações do instituto. "O ICMBio é a maior câncer que tem neste país. Reserva 15 mil campos de futebol em Itacoatiara para proteger 100 sauís-de-coleira e faz malvadezas com a população", declarou. Ele questionou como tolerar organizações que proíbem a pesca do pirarucu, enquanto a população local enfrenta índices de pobreza próximos a 60%, defendendo que "o meio ambiente tem que estar junto com o ser humano".

Ainda no tema ambiental, o parlamentar direcionou críticas à política ambiental do governo federal, personificada na atuação da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. Segundo Valério, a visão governamental enxerga a Amazônia como um "santuário intocável", ignorando a presença de 30 milhões de pessoas e a alta taxa de pobreza na região. Ele enfatizou a necessidade de uma gestão que concilie a preservação com o desenvolvimento e o bem-estar da população amazônica, sem priorizar "exigências externas" em detrimento das necessidades locais.

A Defesa da Zona Franca e as Propostas Legislativas de Plínio Valério

Um dos pilares da atuação de Plínio Valério tem sido a defesa intransigente da Zona Franca de Manaus (ZFM). Na entrevista, o senador esclareceu declarações anteriores sobre a complexidade tributária do modelo, afirmando que, embora conte com consultores do Senado para questões técnicas, sua principal contribuição é a defesa política e estratégica do polo industrial.

Valério ressaltou a importância da ZFM para a geração de empregos e para a economia da região. "Não disse que não entendo da Zona Franca, disse que de tributos quem entende são os consultores. Defender a Zona Franca é entender que os empregos são importantes. Falei do modelo na tribuna mais de 800 vezes", pontuou. Ele também aproveitou a oportunidade para prestar contas de seu mandato, citando a aprovação de leis significativas, como a que concedeu autonomia ao Banco Central, a que estabelece a mamografia no SUS para mulheres a partir dos 40 anos, e a que garante espaço para autistas em estádios.

Proposta para o Supremo Tribunal Federal e Oxigenação da Corte

Outro ponto de destaque na sabatina foi a defesa de Plínio Valério à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2019, de sua autoria, que propõe um mandato de oito anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca, segundo o senador, "oxigenar" a Corte e limitar o que ele considera uma prerrogativa excessiva dos ministros.

Valério argumentou que a permanência prolongada no cargo, até os 75 anos, leva alguns ministros a se considerarem "semideuses", distanciados da realidade social e sem a necessidade de prestar satisfações. "Passam 30, 36 anos no cargo, não pegam mais ônibus e acham que não devem satisfações a ninguém", criticou. Ele defendeu que o STF tem "usurpado a prerrogativa de legislar, que é do Senado", e que a fixação de um mandato é "essencial para dar um freio" e restaurar o equilíbrio entre os poderes.

A Rodada de Sabatinas da Rede Amazônica

A entrevista com Plínio Valério marcou o início de uma série de sabatinas promovidas pela Rede Amazônica, parte de sua cobertura jornalística para as eleições de 2026. A rodada de entrevistas, realizada ao vivo no programa Bom Dia Amazonas, visa apresentar aos eleitores as propostas e posicionamentos dos candidatos ao Senado.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião realizada em 20 de agosto, na sede da emissora. Cada candidato tem 25 minutos para expor suas ideias, com um minuto de tolerância para a conclusão da última resposta. O cronograma das sabatinas incluiu, além de Plínio Valério (PSDB) na segunda-feira, 31 de agosto, Wilson Lima (União Brasil) na terça-feira, 1º de setembro, Capitão Alberto Neto (PL) na quarta-feira, 2 de setembro, e Eduardo Braga (MDB) na sexta-feira, 4 de setembro.

As declarações de Plínio Valério na sabatina da Rede Amazônica reforçam a complexidade dos debates eleitorais no Amazonas, que envolvem desde a sustentabilidade ambiental e econômica da região até a estrutura e funcionamento das instituições nacionais. Para continuar acompanhando a fundo esses e outros temas relevantes, com análises aprofundadas e informação de qualidade, mantenha-se conectado a O Amazonas. Nosso compromisso é com a notícia que importa, contextualizada e acessível, para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que moldam nosso estado e o país.

Fonte: g1.globo.com

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