O Centro Histórico de Manaus foi palco, nesta segunda-feira (7), do encerramento oficial do festival Sou Manaus Passo a Paço 2026. A última noite do evento consolidou a proposta de pluralidade cultural da capital amazonense, reunindo uma multidão em torno de uma programação que mesclou o prestígio de artistas nacionais com a força da cena musical local.
Diversidade musical no Palco Malcher
O Palco Malcher tornou-se o epicentro da energia do público durante a madrugada. A sequência de shows nacionais trouxe o pagode de Ferrugem, o sertanejo de Gustavo Mioto e o piseiro contagiante de Natanzinho Lima. Para muitos espectadores, como a estudante Isabele Silva, de 19 anos, a experiência representou um momento de celebração e conexão com os ídolos.
A estudante, que participou do festival pela primeira vez, destacou a intensidade da plateia. “Vim para ver o Gustavo Mioto. É a primeira vez que venho e estou achando uma vibe muito boa. Estou até rouca de tanto cantar”, relatou, refletindo o entusiasmo que tomou conta do Centro Histórico durante as apresentações.
Estreia marcante de Yago Oproprio
No Palco Alfândega, o rapper Yago Oproprio protagonizou um dos momentos mais aguardados da noite. Embora possua uma relação afetiva com a capital amazonense desde a infância, esta foi a primeira vez que o artista se apresentou oficialmente para o público manauara. O show foi marcado por uma recepção calorosa, com os fãs entoando sucessos como “Papoulas” e “Enigma”.
“Foi muito especial para mim. Eu queria muito vir para Manaus e não sabia se tinha público aqui. Hoje foi maravilhoso”, afirmou o rapper, que já projeta o retorno à cidade para a turnê de seu próximo álbum, previsto para o ano que vem. A conexão estabelecida no palco reforça a importância do festival como uma vitrine para artistas que buscam expandir sua base de fãs pelo Brasil.
Valorização da cena artística local
O festival também cumpriu o papel de integrar talentos regionais em uma vitrine de grande visibilidade. A banda Casa de Caba, com mais de 13 anos de trajetória, apresentou suas composições autorais no Palco Alfândega, intercalando sua performance com as atrações nacionais. Para o baixista Samir Torres, essa dinâmica é fundamental para o fortalecimento da música produzida no Amazonas.
“A pluralidade que o festival traz é um dos pontos mais fortes. A galera que vem para os shows nacionais acaba conhecendo o nosso trabalho também. Isso é muito interessante para a gente”, explicou o músico. A estrutura do evento, que abrangeu outros espaços como o Mangueirão, o Coreto e a Casa da Cultura Urbana, permitiu que o público tivesse contato com uma vasta gama de manifestações, desde apresentações indígenas e chorinho até a música eletrônica e batalhas de MCs.
O encerramento do Sou Manaus Passo a Paço 2026 reafirma o compromisso da cidade com a ocupação cultural de seu patrimônio histórico. Para acompanhar mais desdobramentos sobre eventos culturais e o cenário artístico em nossa região, continue acompanhando o portal O Amazonas, sua fonte de informação qualificada e atualizada sobre tudo o que acontece no estado. Você pode conferir mais detalhes sobre a programação completa e outros destaques do festival em fontes oficiais como o g1 Amazonas.
Fonte: g1.globo.com