A World Surf League (WSL) oficializou nesta sexta-feira (4) a exclusão da etapa de Abu Dhabi Pro do calendário do circuito mundial de surfe de 2026. A decisão, que impacta diretamente a reta final da temporada, foi motivada por graves limitações logísticas decorrentes da instabilidade geopolítica na região, especificamente devido à guerra entre Estados Unidos e Irã, que impôs restrições severas ao tráfego aéreo.
O evento nos Emirados Árabes Unidos já havia passado por um remanejamento anterior, sendo movido de outubro para o período entre 25 e 29 de novembro na tentativa de preservar a data. No entanto, a escalada das tensões internacionais tornou a viabilização logística inviável para a entidade, que priorizou a segurança e a fluidez das operações para atletas e equipes técnicas.
Impactos na estrutura da temporada 2026
Com o cancelamento, o circuito mundial de 2026 será reduzido a 12 etapas. Apesar da supressão, a WSL garantiu que o formato competitivo permanece inalterado, mantendo a regra que permite aos surfistas o descarte dos três piores resultados ao longo do ano. Essa dinâmica é crucial para a definição dos classificados para a fase decisiva do campeonato.
A reta final da competição ganha contornos de urgência. Restam apenas quatro etapas para o encerramento do circuito, sendo que a próxima parada, em Trestles, na Califórnia (EUA), servirá como um filtro decisivo. É lá que serão definidos os 22 homens e as 14 mulheres que avançarão para as etapas de pós-temporada em Peniche, Portugal, e Cloud 9, nas Filipinas, antes da grande final no Havaí.
Disputa acirrada pelo título mundial
O cenário atual do ranking mundial coloca o Brasil em uma posição de destaque e protagonismo. O potiguar Ítalo Ferreira ocupa atualmente a vice-liderança, perseguindo o italiano Leonardo Fioravanti. A presença brasileira no topo é reforçada por outros nomes de peso: o atual campeão Yago Dora, o tricampeão Gabriel Medina e o paulista Miguel Pupo completam o top 5 masculino.
No circuito feminino, a disputa também segue intensa, com a brasileira-americana Luana Silva ocupando a quinta colocação. A expectativa agora se volta para a etapa de Trestles, onde o desempenho dos atletas será determinante para o fechamento do corte que definirá quem segue na briga pelo título mundial na icônica Pipe Masters, em dezembro.
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