As eleições de 2026 no Amazonas apresentam um cenário de estabilidade na representatividade feminina, com as mulheres ocupando 35,8% das candidaturas registradas no estado. Conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último domingo (16), o pleito conta com 462 registros de candidaturas, sendo 163 ocupados por mulheres e 299 por homens.
Panorama da ocupação feminina nas urnas
O encerramento do prazo para o registro de candidaturas, ocorrido no sábado (15), consolidou o quadro atual, que ainda está sujeito a alterações. A Justiça Eleitoral segue em fase de processamento e análise dos pedidos, o que pode resultar em mudanças decorrentes de substituições ou indeferimentos. A marca de 35% mantém uma tendência observada em pleitos anteriores, refletindo a dinâmica de participação das mulheres no cenário político local.
A legislação brasileira, por meio da Lei nº 9.504/1997, estabelece mecanismos para fomentar a diversidade nas disputas. A norma exige que partidos, federações e coligações assegurem uma cota mínima de 30% e um teto máximo de 70% de candidaturas para cada gênero. Embora o Amazonas cumpra o requisito legal, a comparação com anos anteriores revela oscilações importantes. Em 2022, por exemplo, o estado registrou 230 candidaturas femininas, o que representa uma queda de 29% em relação aos 163 registros atuais para cargos de âmbito estadual e federal.
Perfil demográfico e diversidade étnica
A análise dos dados revela um recorte étnico-racial significativo entre as candidatas. A maioria, correspondente a 61,96% do total, autodeclara-se parda, somando 101 registros. Em seguida, figuram as candidatas brancas, com 26,99%, e pretas, com 5,52%. A representatividade indígena também se faz presente, com oito candidaturas de mulheres pertencentes a etnias como Kambéba, Mundurukú, Kokama, Múra, Tikúna e Witóto. Além disso, o pleito conta com duas candidaturas de mulheres quilombolas, representando 1,23% do total feminino.
Distribuição por cargos e legendas
O interesse das candidatas concentra-se majoritariamente na Assembleia Legislativa. Cerca de 61,35% das mulheres, ou seja, 100 das 163 registradas, buscam uma vaga como deputada estadual. O restante das candidaturas distribui-se entre cargos de vice-governador, suplências ao Senado e, de forma mais restrita, aos postos majoritários de governador e senador, que contam com apenas uma representante feminina cada.
A adesão partidária também apresenta variações entre as siglas. O PL lidera o ranking com 15 candidatas, seguido por MDB e PSD, com 13 registros cada. Partidos como Novo, Republicanos e PDT contam com 11 candidatas cada, enquanto a Unidade Popular (UP) registra a menor participação, com apenas uma candidatura feminina. O acompanhamento desses números é fundamental para entender como os partidos amazonenses estão estruturando suas estratégias para o pleito.
O portal O Amazonas segue acompanhando de perto o desenrolar do calendário eleitoral e os desdobramentos das candidaturas. Continue conosco para se manter informado sobre as atualizações, análises e os fatos que moldam o futuro político do nosso estado com credibilidade e compromisso com a notícia.
Fonte: g1.globo.com