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Zoofilia em Manaus: prisão de suspeito destaca papel de denúncias e provas digitais

Zoofilia em Manaus: prisão de suspeito destaca papel de denúncias e provas digitais
Reprodução G1

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou nesta quinta-feira a prisão de um homem no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, sob a acusação de praticar zoofilia. O caso, que choca pela natureza dos crimes, ganhou contornos mais claros graças à colaboração da população por meio de denúncias anônimas e à minuciosa análise de mensagens encontradas em um aplicativo de conversas do suspeito.

A ação policial não apenas retirou um indivíduo da prática de atos cruéis contra animais, mas também ressalta a crescente importância das ferramentas digitais e da participação cívica na elucidação de crimes que, muitas vezes, permanecem ocultos. A investigação detalhada permitiu à corporação reunir indícios robustos que embasaram a detenção, reforçando o compromisso das autoridades com a proteção animal.

A investigação e as evidências digitais

As denúncias que chegaram à Polícia Civil foram cruciais para o início das investigações. Segundo informações apuradas, o homem estaria ativamente procurando animais de grande porte para cometer os abusos, o que acendeu um alerta para as autoridades. A partir dessas informações preliminares, os policiais intensificaram o trabalho de campo e de inteligência.

Um dos elementos mais contundentes que auxiliaram na identificação e na comprovação dos atos foi o acesso a conversas em um aplicativo. Nesses diálogos, o suspeito demonstrava interesse em obter animais para a prática dos crimes, chegando a solicitar que um deles fosse levado até sua residência durante o período noturno. As mensagens não só confirmaram as denúncias, mas também revelaram a forma como o indivíduo operava, inclusive adquirindo animais de raça e oferecendo dinheiro a terceiros para ter acesso a eles.

A confissão do suspeito durante a abordagem policial adicionou mais uma camada de gravidade ao caso, corroborando as provas já coletadas. Esse tipo de evidência digital tem se tornado cada vez mais relevante em investigações criminais, permitindo que a polícia desvende redes e comportamentos que antes seriam de difícil acesso, especialmente em crimes que envolvem vítimas vulneráveis, como os animais.

A legislação amazonense e a proteção animal

Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), unidade responsável por investigar e combater maus-tratos contra animais. A existência de uma delegacia especializada sublinha a seriedade com que o estado do Amazonas trata essas infrações, reconhecendo a necessidade de um corpo policial dedicado a essa causa.

A prática de zoofilia é expressamente proibida no Amazonas pela Lei nº 7.644/2025, popularmente conhecida como Lei da Bestialidade. Esta legislação estadual estabelece penalidades administrativas rigorosas, como multa de R$ 5 mil por animal vítima do abuso, a perda da guarda de todos os animais sob responsabilidade do infrator e o encaminhamento das vítimas para atendimento veterinário e, se necessário, para adoção responsável.

Além das sanções estaduais, os responsáveis por atos de zoofilia também podem ser processados criminalmente com base na legislação federal. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê punições para maus-tratos a animais, e a Lei nº 14.064/2020, que a alterou, aumentou as penas para quem comete abusos contra cães e gatos, podendo resultar em reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda. A combinação das legislações estadual e federal demonstra um arcabouço legal robusto para coibir e punir a crueldade animal.

Para mais informações sobre a legislação federal de proteção animal, você pode consultar o site do Planalto.

O impacto social e a importância da denúncia

Casos como o de Manaus ressaltam a importância da vigilância social e da denúncia como ferramentas essenciais na proteção dos animais. A sociedade tem demonstrado uma crescente intolerância a atos de crueldade, e a mobilização popular, seja por meio de denúncias anônimas ou pela disseminação de informações, tem sido fundamental para que as autoridades possam agir.

A Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) disponibiliza canais para que a população possa denunciar crimes contra animais, reforçando a rede de apoio e proteção. O número (92) 98127-0039 está disponível para receber informações, garantindo que a voz dos animais seja ouvida e que os agressores sejam responsabilizados. A colaboração entre a comunidade e os órgãos de segurança é a chave para construir um ambiente mais seguro e respeitoso para todas as formas de vida.

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Fonte: g1.globo.com

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