A pesca e a comercialização do tambaqui continuarão permitidas no Amazonas, apesar de a espécie ter sido incluída na lista oficial de animais ameaçados de extinção. A informação foi confirmada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, em entrevista à Rede Amazônica na quinta-feira (22).
A declaração ocorre após o tambaqui passar a integrar a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção na categoria vulnerável. Segundo o ministro, a classificação não impede a captura nem a venda do peixe e, neste momento, o governo federal trabalha na elaboração de medidas para recuperar a população da espécie sem interromper a atividade pesqueira.
Garantias para pescadores e o mercado regional
Durante a entrevista, o titular da pasta buscou tranquilizar os trabalhadores que dependem diretamente da atividade na região norte. O peixe é considerado um dos pilares da economia local, movimentando mercados, feiras e o setor de restaurantes em vários municípios.
O ministro destacou que a prioridade é construir soluções conjuntas com as comunidades afetadas. A intenção é assegurar a subsistência das famílias ribeirinhas e manter o abastecimento regular do pescado nos mercados locais e externos.
Plano de recuperação e gestão das bacias
De acordo com Édipo Araújo, o Comitê Permanente de Gestão da Bacia Norte está reunido em Santarém para discutir e aprovar um plano de recuperação para a espécie. A proposta prevê ações de preservação articuladas com a manutenção da pesca na bacia amazônica.
A elaboração dessas estratégias envolve debates técnicos sobre o ordenamento da atividade. O objetivo principal é conciliar a conservação ambiental com a continuidade econômica de um setor tradicionalmente forte na região.
Desafios ambientais e a queda na população
O tambaqui é classificado como vulnerável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade desde setembro de 2023. A categoria indica que a espécie enfrenta alto risco de extinção na natureza a médio prazo.
Estudos científicos apontam uma projeção de queda populacional ao longo de gerações. Entre os fatores que motivam a preocupação estão a pressão da pesca em áreas desprotegidas e as alterações ambientais nos rios amazônicos, intensificadas recentemente por eventos climáticos extremos e secas severas na região.
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Fonte: g1.globo.com