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Queimadas geram fumaça densa e paralisam aeronaves de combate ao fogo no Amazonas

Queimadas geram fumaça densa e paralisam aeronaves de combate ao fogo no Amazonas
Foto: Michael Pereira

A densa camada de fumaça gerada pelos incêndios florestais no Amazonas reduziu severamente os índices de visibilidade na capital e impediu a decolagem de aeronaves que atuam no combate direto às chamas neste sábado (17). O bloqueio logístico foi confirmado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal que coordena os esforços aéreos emergenciais na região.

As condições meteorológicas adversas afetaram diretamente as pistas dos dois aeroportos utilizados pelos brigadistas em Manaus, suspendendo temporariamente as manobras com foco no lançamento de água e monitoramento territorial. De acordo com o órgão ambiental, a liberação dos aviões depende de uma melhora consistente nas condições visuais da atmosfera, já que normas estritas da aviação civil proíbem voos quando os parâmetros de segurança operacional não são atingidos.

Qualidade do ar atinge patamar perigoso na capital amazonense

A paralisação temporária das aeronaves coincide com uma piora drástica nos índices de poluição atmosférica. Na manhã deste sábado, Manaus voltou a figurar no topo do ranking de pior qualidade do ar entre todas as capitais brasileiras, segundo monitoramento internacional da plataforma IQAir. A medição saltou de 441 pontos nas primeiras horas do dia para 657 no decorrer da manhã, patamar considerado de risco extremo à saúde coletiva.

A concentração excessiva de material particulado provocou alertas imediatos emitidos pelos órgãos estaduais e municipais de proteção civil. Moradores relatam irritação ocular, crises respiratórias e forte cheiro de queimado em diversos bairros urbanos, cenário que mobilizou campanhas preventivas para conter os danos causados pela inalação frequente de fuligem tóxica.

Distribuição estratégica da frota aérea contra as chamas

Diante dos limites impostos pela poluição e das distâncias geográficas da região, o Ibama estruturou um novo esquema operacional para distribuir seus equipamentos entre pontos estratégicos do território amazonense, buscando manter a capacidade de resposta rápida:

  • Manaus: dois aviões Air Tractor, uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira e três helicópteros para transporte.
  • Itacoatiara: dois modelos Air Tractor operacionais integrados a uma unidade aérea da Defesa Civil estadual.
  • Parintins: reforço de dois aviões Air Tractor com início de atividades previsto para domingo (18).

Os modelos Air Tractor desempenham papel crucial na contenção florestal pelo lançamento ágil de água sobre a vegetação em chamas. Por sua vez, o avião cargueiro KC-390, que retoma missões após serviços programados de manutenção preventiva, tem alta capacidade para liberar grandes volumes hídricos e compostos químicos retardantes de fogo, enquanto os helicópteros prestam apoio logístico ao transporte de equipes terrestres.

Recorrência de bloqueios aéreos e orientações de segurança

Esta não é a primeira vez em que a intensidade da fumaça inviabiliza as decolagens de combate. Na última segunda-feira (12), as restrições de visibilidade já haviam suspendido a maior parte das incursões das frotas menores, liberando apenas missões pontuais do KC-390 e de helicópteros logísticos. Naquela mesma data, as equipes conseguiram descarregar mais de 10 mil litros de água em áreas críticas da Região Metropolitana de Manaus após acumular mais de 67 horas totais de voo.

Para minimizar os impactos diretos da exposição aos poluentes, autoridades de saúde recomendam o uso contínuo de máscaras respiratórias em ambientes externos, hidratação constante e a vedação de portas e janelas residenciais. A população também foi alertada de que queimadas urbanas ou rurais configuram crime ambiental, devendo ser denunciadas imediatamente às instâncias de fiscalização pública.

Acompanhe a cobertura completa e as atualizações sobre o meio ambiente e as operações no estado no portal O Amazonas, sua fonte diária de jornalismo independente e apuração responsável.

Fonte: g1.globo.com

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