PUBLICIDADE

Zonas Sul e de Manaus continuam com alta concentração de poluentes

A capital do Amazonas segue enfrentando os impactos severos da poluição atmosférica provocada por queimadas, com índices de qualidade do ar considerados críticos em várias áreas. As zonas Sul e Leste de Manaus registram a maior concentração de material particulado na atmosfera, mantendo a preocupação de moradores e autoridades locais.

Impacto na visibilidade e monitoramento ambiental

A densa camada de fumaça que encobriu a cidade gerou sérios transtornos na rotina urbana e nas operações de segurança. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis informou que a visibilidade reduzida chegou a paralisar temporariamente as operações aéreas voltadas ao combate aos incêndios florestais na região.

Os registros do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, vinculado à Universidade do Estado do Amazonas, apontaram índices alarmantes nas primeiras horas do dia, com picos de concentração de partículas que atingiram a marca de 457,7 µg/m³ no bairro Coroado.

Análise meteorológica e previsão de chuvas

Especialistas em meteorologia apontam que mapas e imagens de satélite colocam a capital amazonense em uma faixa de risco rigoroso, modelo comparável aos parâmetros internacionais de monitoramento da qualidade do ar. Cidades do interior do estado, como Borba e Humaitá, também aparecem sob forte influência da névoa seca.

Apesar da expectativa de precipitações para o final de semana e o início da semana, especialistas alertam que a chuva ameniza a concentração imediata de poluentes, mas não resolve o problema estrutural da qualidade do ar, que pode permanecer em níveis inadequados.

Recomendações oficiais e medidas de proteção

Diante do cenário adverso, órgãos públicos intensificaram os alertas à população para mitigar os riscos à saúde respiratória. A Defesa Civil do Estado e a prefeitura recomendaram cuidados básicos para enfrentar o período crítico:

  • Uso obrigatório de máscaras em áreas externas
  • Manutenção de portas e janelas fechadas
  • Evitar a prática de atividades físicas ao ar livre
  • Aumento na ingestão de água para hidratação

As autoridades reforçam que provocar queimadas constitui crime ambiental, disponibilizando canais de denúncia para a população por meio do telefone 153 e dos órgãos municipais competentes.

Repercussão e mobilização nas redes sociais

Nas plataformas digitais, moradores expressaram insatisfação e relataram sintomas físicos como ardência nos olhos, forte odor de fumaça e dificuldade para respirar, mesmo em ambientes internos. As postagens destacam o incômodo persistente e cobram ações enérgicas no enfrentamento das crises ambientais na Amazônia.

Para continuar bem informado sobre os principais acontecimentos do estado, acompanhe as atualizações diárias em O Amazonas. Nosso compromisso é levar até você um jornalismo sério, contextualizado e plural, que aborda os temas essenciais para o cotidiano da nossa região com total transparência e rigor informativo.

Fonte: g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE