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Nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas eleva expectativas da Petrobras

Nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas eleva expectativas da Petrobras
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Avanço na fronteira exploratória do Amapá

A Petrobras confirmou uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas. O anúncio, feito pela presidente da companhia, Magda Chambriard, na última sexta-feira (2), reforça o otimismo da estatal em relação à abertura de uma nova fronteira exploratória no Brasil. O poço, identificado como 1-BRSA-1405-APS, está situado em águas ultra profundas, a uma distância de 175 quilômetros da costa do Amapá, com uma lâmina d’água de 2.886 metros.

Esta é a segunda descoberta na região desde agosto de 2026, consolidando o interesse estratégico da empresa na Margem Equatorial. Durante a coletiva de imprensa, Chambriard exibiu uma amostra do óleo encontrado, classificando o material como de alta qualidade e baixa viscosidade. Embora detalhes técnicos como o grau API permaneçam sob sigilo regulatório, a executiva destacou que o achado valoriza significativamente as áreas exploratórias da companhia na região.

Potencial e planejamento operacional

O otimismo da Petrobras encontra respaldo em estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Projeções indicam que o volume potencial total recuperável na Bacia da Foz do Amazonas pode atingir a marca de 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Para a estatal, o sucesso na região é visto como uma peça-chave para mitigar o déficit de produção nacional a longo prazo.

O cronograma operacional segue em ritmo acelerado. A conclusão dos testes no poço Morpho está prevista para o final de outubro, momento em que a sonda será desmobilizada para atuar no prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro. Já para a Foz do Amazonas, o planejamento estratégico prevê o retorno das atividades de perfuração no primeiro trimestre de 2027, com foco em três poços de delimitação que deverão definir a viabilidade comercial das jazidas.

Desafios judiciais e preocupações ambientais

Apesar dos resultados técnicos positivos, a exploração na Margem Equatorial enfrenta resistência jurídica e ambiental. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) protocolou um novo recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) solicitando a suspensão da licença ambiental concedida pelo Ibama para as atividades no bloco FZA-M-59.

O MPF fundamenta o pedido na insegurança operacional, citando como exemplo o vazamento de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro de 2026. Além disso, a procuradoria aponta a ausência de consulta prévia, livre e informada a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e Pará, conforme preconiza a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A disputa judicial coloca em lados opostos a necessidade de expansão energética do país e a preservação socioambiental da região.

O portal O Amazonas segue acompanhando de perto os desdobramentos desta exploração e seus impactos para a economia e a sociedade da região Norte. Continue conosco para se manter informado com credibilidade, variedade de temas e um compromisso inegociável com a notícia de qualidade.

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