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Manaus retoma topo do ranking nacional de pior qualidade do ar com retorno de neblina de fumaça

Manaus retoma topo do ranking nacional de pior qualidade do ar com retorno de neblina de fumaça
1 de 3 Manaus amanhece sob 'neblina' de fumaça — Foto: Lucas Macedo/g1

A capital amazonense amanheceu nesta sexta-feira (16) sob um denso manto de fumaça, fenômeno que voltou a comprometer a qualidade do ar em Manaus apenas 24 horas após um breve período de trégua. A névoa, resultante de queimadas persistentes no interior do estado e em regiões vizinhas, recolocou a cidade no topo do ranking nacional de poluição atmosférica, conforme dados da plataforma internacional IQAir.

Impactos na saúde e suspensão de atividades escolares

O agravamento das condições climáticas forçou medidas emergenciais por parte do poder público. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e com base em relatórios da Defesa Civil, suspendeu as aulas presenciais na rede municipal. A decisão, de caráter preventivo, visa proteger alunos e profissionais da educação da exposição contínua às partículas tóxicas que circulam na atmosfera.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) adotou postura semelhante, suspendendo atividades acadêmicas presenciais em todas as suas unidades na capital e no interior. Enquanto o corpo discente teve as aulas interrompidas, os setores administrativos da instituição migraram para o regime remoto, com exceção da Reitoria. O Comitê de Mudanças Climáticas da universidade mantém monitoramento constante sobre a evolução dos índices ambientais.

Monitoramento e níveis de toxicidade

Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), mantido pela UEA, confirmam a gravidade do cenário. Por volta das 6h, a maior parte da capital registrava níveis classificados como “muito ruim”, enquanto três bairros atingiram a categoria “péssimo”. O bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul, apresentou a maior concentração de partículas, atingindo 139,6 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Para efeito de comparação, o Selva considera o ar de boa qualidade apenas quando a concentração de partículas permanece entre 0 e 25 µg/m³. A presença constante dessa fumaça, que se arrasta por Manaus há uma semana, é explicada por meteorologistas como um efeito do transporte de poluentes por correntes de vento, que carregam resíduos de queimadas vindas do Pará, Rondônia e do norte do Mato Grosso.

Combate às queimadas e fiscalização federal

O cenário ambiental reflete um aumento drástico nos focos de incêndio. Nos primeiros 14 dias de outubro, o Amazonas contabilizou cerca de 1,6 mil focos, um salto superior a 270% em comparação ao mesmo período de 2025. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificou as ações de fiscalização, notificando 725 propriedades rurais em áreas críticas como Autazes, Careiro da Várzea, Parintins e Itacoatiara.

A estratégia federal envolve o uso de 11 aeronaves, incluindo aviões de combate e helicópteros, para conter os focos ativos. Desde junho, o órgão relata a extinção de 292 incêndios no estado. No entanto, a combinação de ventos predominantes de leste e nordeste, somada à escassez de chuvas típica do período de seca, mantém os poluentes suspensos, dificultando a dispersão natural da fumaça sobre a capital.

O portal O Amazonas segue acompanhando o desdobramento das condições climáticas e as medidas de enfrentamento às queimadas. Continue conectado para receber atualizações precisas sobre o impacto ambiental em nosso estado e as decisões das autoridades competentes.

Fonte: g1.globo.com

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