Decisão judicial altera status de investigado
A Justiça do Amazonas concedeu liberdade ao empresário Celso Tavares, que estava sob investigação por suspeita de envolvimento no homicídio de Jarvis Javier Rodrigues, um cidadão venezuelano de 29 anos. O crime ocorreu em 18 de julho, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. A decisão, que revoga a prisão temporária anteriormente decretada, impõe uma série de medidas cautelares que o investigado deve cumprir rigorosamente para permanecer em liberdade durante o curso do inquérito.
Entre as determinações judiciais, o magistrado ordenou que o empresário se apresente à Justiça em um prazo de 48 horas para comprovar seu endereço e meios de contato. Além disso, Celso Tavares está proibido de manter qualquer tipo de comunicação com testemunhas ou familiares da vítima. O passaporte do investigado também deverá ser entregue às autoridades, ficando vedada sua saída do país sem prévia autorização judicial.
Contexto das investigações da Polícia Civil
O caso é conduzido pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo as apurações policiais, a motivação do crime estaria ligada a um suposto desvio financeiro de aproximadamente R$ 400 mil na empresa de fitas adesivas de propriedade do suspeito. O delegado Ricardo Cunha, titular da especializada, detalhou que o empresário teria ido à casa da vítima após ingerir bebidas alcoólicas, resultando em uma luta corporal e no disparo fatal que atingiu o olho de Jarvis Javier Rodrigues.
Durante as diligências, a polícia chegou a considerar o empresário foragido, investigando inclusive a possibilidade de ele ter utilizado um jato particular para deixar o estado. Enquanto a situação de Celso Tavares foi alterada pela nova decisão, o ex-funcionário Anderson Santos de Castro, também preso temporariamente por suspeita de participação no crime, permanece sob custódia. O pedido de liberdade da defesa de Anderson ainda aguarda análise do Ministério Público.
Medidas cautelares e desdobramentos
O magistrado responsável pelo caso optou por não determinar o uso de tornozeleira eletrônica, mas impôs a obrigação de comparecimento mensal em juízo para que o investigado justifique suas atividades. A decisão também ordenou a expedição imediata de um contramandado de prisão. Caso o empresário já estivesse detido, um alvará de soltura deveria ser emitido, desde que não houvesse outros impedimentos legais.
O inquérito policial segue em andamento para reunir provas definitivas sobre a dinâmica do crime e a responsabilidade de cada envolvido. A DEHS continua trabalhando na coleta de depoimentos e perícias técnicas para concluir o caso e encaminhá-lo ao Poder Judiciário. Para acompanhar os desdobramentos deste e de outros casos de grande repercussão no estado, continue lendo O Amazonas, seu portal de referência em notícias com credibilidade e compromisso com a informação de qualidade.
Fonte: g1.globo.com