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Judô brasileiro brilha no Peru e fatura o Grand Prix de Lima com 11 medalhas

Judô brasileiro brilha no Peru e fatura o Grand Prix de Lima com 11 medalhas
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Judô Brasil | CBJ (@judocbj

O judô brasileiro encerrou sua participação no Grand Prix Lima 2026, no Peru, com um feito notável: o título de campeão geral da competição. A delegação verde e amarela subiu ao pódio em 11 oportunidades, conquistando um total de cinco medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze, consolidando o melhor desempenho do país em um evento internacional deste porte no ano. A performance destacada, que culminou no domingo, dia 16, reforça a força e a tradição do Brasil na modalidade.

A superioridade brasileira no quadro de medalhas foi evidente. Enquanto o Brasil liderava com 11 pódios, a Itália ficou em segundo lugar, com um total de oito medalhas (dois ouros, duas pratas e quatro bronzes), seguida de perto pela Moldávia, que garantiu cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze). A vitória no Grand Prix de Lima não apenas celebra o talento individual dos atletas, mas também a eficácia da estratégia e do trabalho em equipe da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) no ciclo de preparação para grandes competições.

Ouros decisivos no último dia de competições

O domingo foi o dia mais glorioso para a equipe brasileira, com a conquista de dois ouros cruciais e três bronzes que selaram a liderança no quadro geral. Um dos destaques foi a vitória de Rafael Macedo na categoria até 90 quilos. O judoca brasileiro enfrentou o moldavo Mihail Latisev em uma luta intensa, vencendo com dois waza-aris – pontuações que demonstram técnicas eficazes, mas que não encerram a luta imediatamente como um ippon.

Para Macedo, a vitória teve um sabor especial de revanche. Em maio, o mesmo Latisev havia superado o brasileiro na disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana, no Cazaquistão. A conquista em Lima demonstra a evolução técnica e a resiliência de Rafael, que soube ajustar sua estratégia para superar um adversário já conhecido e de alto nível.

Outro ouro de grande impacto veio com a campeã olímpica Beatriz Souza, na categoria acima de 78 quilos. Bia enfrentou a italiana Asya Tavano na final, aplicando um ippon decisivo – a pontuação máxima no judô, que encerra a luta instantaneamente. Este foi o quinto confronto entre as duas judocas, e Beatriz mantém uma impressionante vantagem de quatro vitórias sobre a adversária, incluindo um triunfo na disputa por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Após a vitória, Beatriz Souza compartilhou a importância do trabalho coletivo. “Isso é um resultado do que a gente vem construindo no dia a dia. Tem uma equipe junto comigo, não estou fazendo isso sozinha. A Haz é uma grande adversária, nosso último confronto foi na olimpíada, evoluímos bastante, então precisei mudar minha estratégia”, revelou a atleta, destacando a constante busca por aprimoramento e a colaboração de toda a equipe técnica e de apoio.

O impacto da vitória para o judô brasileiro

A conquista do Grand Prix de Lima 2026 representa mais do que um conjunto de medalhas; é um indicativo da vitalidade e do potencial do judô brasileiro no cenário internacional. Eventos como o Grand Prix são cruciais para a obtenção de pontos no ranking mundial, essenciais para a qualificação e o posicionamento em futuras competições de maior envergadura, como os Campeonatos Mundiais e os próximos ciclos olímpicos.

O resultado no Peru serve como um importante impulso moral para os atletas e para a modalidade no Brasil. Ele valida o investimento em treinamento, a dedicação dos judocas e a expertise da comissão técnica. Além disso, a presença constante de atletas brasileiros no pódio de competições internacionais inspira novas gerações e mantém o judô como um dos esportes mais vitoriosos e respeitados do país.

A performance em Lima também reforça a profundidade do talento no judô nacional, com atletas experientes como Beatriz Souza e nomes em ascensão como Rafael Macedo demonstrando capacidade de competir e vencer em alto nível. Este sucesso coletivo e individual projeta o Brasil como uma força a ser sempre considerada nos tatames globais, contribuindo para a rica história do esporte no país.

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