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Incêndio de grandes proporções atinge vegetação em Iranduba e mobiliza bombeiros

Incêndio de grandes proporções atinge vegetação em Iranduba e mobiliza bombeiros
Foto: Reprodução/Carlos Barbosa

Uma densa coluna de fumaça tomou conta do horizonte na tarde desta quarta-feira (30), chamando a atenção de moradores em diversos pontos da capital amazonense. O fenômeno é resultado de um incêndio de grandes proporções que atingiu uma área de vegetação situada entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070, no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mobilizou uma operação robusta para conter o avanço das chamas. De acordo com a corporação, 24 militares e dez viaturas foram deslocados para o local, onde trabalham intensamente no combate ao fogo. Até o momento, não há registro de feridos, e as causas específicas do incidente desta quarta-feira permanecem sob investigação.

Histórico recente de queimadas na região

A ocorrência desta quarta-feira ganha contornos de preocupação adicional por suceder outro evento de grande escala na mesma localidade. Há apenas seis dias, um incêndio de proporções significativas devastou cerca de 700 hectares de vegetação no Distrito de Cacau Pirêra. Naquela ocasião, a operação de controle foi extensa, envolvendo 35 bombeiros, 15 viaturas e o emprego de mais de 150 mil litros de água para extinguir o fogo.

O Corpo de Bombeiros ainda apura se o incidente atual possui relação direta com o anterior, avaliando a possibilidade de uma reignição, fenômeno comum em áreas de mata onde focos de calor podem persistir sob a serapilheira ou em troncos de árvores, voltando a se espalhar com a ação do vento e o clima seco.

Suspeita de ação criminosa

Durante os trabalhos de combate, a equipe técnica do CBMAM identificou evidências que apontam para a possibilidade de crime ambiental. A análise preliminar revelou que a vegetação atingida apresentava sinais claros de corte prévio, uma prática que facilita a propagação do fogo ao deixar o material orgânico seco e exposto.

O comandante do CBMAM, Coronel Muniz, afirmou em entrevista à Rede Amazônica que os indícios sugerem uma ação intencional. Segundo o oficial, a estratégia de cortar a vegetação e aguardar o período de secagem antes de atear fogo é um forte indicativo de que o incêndio não ocorreu de forma natural, sendo classificado pelas autoridades como um ato criminoso.

O portal O Amazonas segue acompanhando o desenrolar desta operação e as investigações sobre a origem das chamas. Continue conectado em nosso portal para atualizações sobre a situação ambiental no estado e outras notícias relevantes que impactam o seu dia a dia.

Fonte: g1.globo.com

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