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Incêndio em lixão de Iranduba persiste por mais de 21 horas e ameaça casas e fiação

Incêndio em lixão de Iranduba persiste por mais de 21 horas e ameaça casas e fiação
Gato Jr / Rede Amazônica

Um vasto incêndio consome o lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, há mais de 21 horas, mantendo a população local em alerta e mobilizando equipes de combate ao fogo. As chamas, que tiveram início na tarde de quinta-feira (13), continuavam incontroláveis até o início da tarde desta sexta-feira (14), espalhando-se rapidamente e se aproximando perigosamente da estrada e da fiação elétrica da região. A densa fumaça preta e cinza, visível a quilômetros de distância, já alcança imóveis próximos ao aterro, onde, segundo relatos de moradores, residem pessoas idosas, elevando a preocupação com a saúde e a segurança.

A mobilização e os desafios do combate

Desde a tarde de quinta-feira, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) estão no local, em uma incessante batalha para conter as chamas. Contudo, a magnitude do incêndio exige uma estrutura de combate mais robusta. O comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, enfatizou a necessidade de maquinário pesado para auxiliar na extinção do fogo. “Vamos manter as nossas equipes aqui para que consigamos, de maneira mais rápida possível. Isso demanda estrutura para acabar com esse incêndio que está gerando muita poluição, inclusive em Manaus”, afirmou o coronel. Até a manhã desta sexta-feira, mais de 230 mil litros de água já haviam sido empregados na operação, um testemunho da intensidade do trabalho dos bombeiros, cujo número exato de militares em ação não foi oficialmente divulgado.

Ameaças iminentes e o impacto na comunidade de Iranduba

A proximidade das chamas com a infraestrutura local e as residências é um dos pontos de maior apreensão. Além da fiação elétrica e da estrada, moradores relataram à Rede Amazônica a presença de máquinas abandonadas nas imediações do lixão, que podem ser atingidas pelo fogo, potencializando os riscos. A fumaça, que se eleva em colunas escuras e pode ser avistada por quem trafega pela AM-070, rodovia que conecta Manaus a Iranduba e Manacapuru, não é apenas um incômodo visual. Ela representa uma séria ameaça à saúde, especialmente para os mais vulneráveis, como idosos e crianças, que vivem nas redondezas. A inalação prolongada de partículas poluentes pode causar problemas respiratórios e agravar condições preexistentes.

Iranduba no cenário de incêndios na região metropolitana

O incidente em Iranduba não é um caso isolado, mas se insere em um contexto mais amplo de aumento de incêndios na região. Dados do CBMAM revelam um cenário preocupante: Manaus já contabiliza quase 1,2 mil incêndios em 2026. As ocorrências florestais, em particular, registraram um aumento superior a 300% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apenas nos dois primeiros finais de semana de agosto, a capital amazonense enfrentou 223 incêndios em áreas de vegetação e florestais. A fumaça gerada por esses focos, sejam eles em lixões como o de Iranduba ou em áreas de mata no entorno, é frequentemente transportada pelos ventos para a área urbana de Manaus, elevando a concentração de poluentes na atmosfera e impactando diretamente a qualidade do ar e a saúde respiratória dos habitantes da capital. Para mais informações sobre a situação ambiental na região, clique aqui.

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Fonte: g1.globo.com

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