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Bancários do Amazonas deflagram greve por tempo indeterminado com agências fechadas

Bancários do Amazonas deflagram greve por tempo indeterminado com agências fechadas
1 de 2 Bancários aprovam greve no Amazonas — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Bancários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia (Basa) no Amazonas iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), resultando no fechamento das agências das três instituições em todo o estado. A paralisação, aprovada em assembleia na quarta-feira (9), reflete a insatisfação da categoria com a ausência de propostas concretas por parte dos bancos, especialmente no que tange às melhorias nas condições do plano de saúde dos funcionários.

Em Manaus, a mobilização central da categoria ocorreu em uma agência da Caixa, no Centro da capital, evidenciando a união dos trabalhadores em busca de suas reivindicações. A decisão de parar as atividades foi um desdobramento de longas rodadas de negociação que não apresentaram avanços significativos para os bancários.

Plano de saúde e a principal trava nas negociações

O ponto crucial que impede o avanço das negociações, segundo o Sindicato dos Bancários do Amazonas, é a questão do plano de saúde. Daniel Batista, vice-presidente do sindicato, destacou a gravidade da situação em entrevista, afirmando que, após 13 rodadas de conversas, os bancos ainda não apresentaram propostas satisfatórias.

A demanda por um plano de saúde mais robusto e adequado é urgente, especialmente diante do aumento de casos de síndrome de burnout entre os trabalhadores. A saúde mental e física dos bancários, que lidam com alta pressão e metas desafiadoras, tornou-se uma prioridade inegociável para a categoria, que busca garantir atendimento médico adequado para si e seus dependentes.

Reivindicações abrangentes da categoria

Além da melhoria no plano de saúde, a pauta de reivindicações dos bancários é ampla e busca valorização profissional e melhores condições de trabalho. Entre os principais pontos, destacam-se:

  • Reajuste Salarial: Pedido de reposição da inflação acrescido de um aumento real de 5%.
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR): Aumento nos valores da PLR, buscando uma distribuição mais justa dos resultados financeiros das instituições.
  • Folga para Pessoas com Deficiência (PCDs): Implementação de folgas específicas para bancários com deficiência, visando maior inclusão e bem-estar.
  • Combate à Violência: Medidas efetivas para combater a violência contra bancários, que frequentemente são alvos de assaltos e outras situações de risco.
  • Ampliação de Folgas: Aumento das folgas para doação de sangue, incentivando a solidariedade e a responsabilidade social.

O posicionamento dos bancos e o impacto da paralisação

O Banco do Brasil, em nota, informou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que congrega diversas instituições para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. Além disso, o BB mantém uma mesa específica para tratar de assuntos internos relacionados aos seus funcionários. A instituição afirmou que diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026 já ocorreram, resultando em uma proposta apresentada e aprovada em assembleias de trabalhadores em outras regiões do país. O g1 procurou a Caixa Econômica Federal e o Banco da Amazônia, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

A paralisação das agências não afeta apenas os trabalhadores, mas também milhões de clientes no Amazonas, que dependem dos serviços bancários para suas transações diárias, pagamentos e acesso a crédito. A interrupção das atividades, que se estende também ao interior do estado, gera transtornos e exige que os consumidores busquem alternativas digitais ou aguardem o desfecho das negociações.

Histórico de mobilizações e o cenário nacional

Esta não é a primeira vez que os bancários do Amazonas se mobilizam. Em 20 de agosto deste ano, a categoria já havia participado de uma mobilização nacional de 24 horas, que paralisou agências em Manaus e no interior. Naquela ocasião, Daniel Batista já alertava para a falta de avanços nas negociações da campanha salarial, mesmo após oito rodadas de conversas.

Na mobilização anterior, as instituições financeiras chegaram a propor a redução dos valores dos vales-alimentação e refeição, o congelamento do piso salarial e a aplicação de reajustes escalonados, com índices diferenciados por nível de trabalhador. Tais propostas foram amplamente rejeitadas, reforçando a necessidade de uma greve mais abrangente para pressionar por um acordo justo. A greve no Amazonas se alinha a um movimento nacional, com a Caixa Econômica Federal também em paralisação nacional e o Banco do Brasil com paralisação parcial em outras regiões, evidenciando a insatisfação generalizada da categoria.

Acompanhe o portal O Amazonas para mais atualizações sobre a greve dos bancários e outros temas relevantes que impactam a vida dos amazonenses. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, para que você esteja sempre bem informado sobre os acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Fonte: g1.globo.com

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