O governo federal autorizou o repasse de R$ 14,3 milhões para o Amazonas com o objetivo de financiar ações de resposta a desastres ambientais. A medida foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da União em uma sexta-feira, coincidindo com um dos momentos mais críticos da temporada de queimadas que encobre cidades da região norte com densas nuvens de fumaça.
A liberação dos recursos ocorre em meio à urgência sanitária e ambiental enfrentada pela população local, que lida diretamente com os impactos da poluição atmosférica intensa. O repasse busca estruturar medidas emergenciais para mitigar os danos provocados pelos incêndios florestais e apoiar a gestão estadual no enfrentamento do período seco.
Repasse federal e regras de execução financeira
A autorização do montante de R$ 14.311.819,35 foi estabelecida pela Portaria nº 3.558, assinada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Conforme o texto oficial, o dinheiro será enviado em parcela única para o estado.
Para utilizar a verba, a administração estadual deve seguir rigorosamente as diretrizes cadastradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O prazo determinado para a aplicação integral do valor é de 180 dias a partir da publicação, sendo obrigatória a apresentação da prestação de contas final em até 30 dias após o encerramento da execução.
Qualidade do ar atinge níveis perigosos em Manaus
A fumaça decorrente dos focos de incêndio comprometeu gravemente a qualidade do ar em Manaus, fazendo com que a capital amazonense liderasse o ranking de poluição entre as capitais brasileiras monitoradas pela plataforma internacional IQAir. A concentração de poluentes elevou os índices para a faixa de condição considerada perigosa para a saúde pública.
Diante da gravidade da situação, órgãos de proteção emitiram alertas severos orientando os moradores a redobrarem os cuidados. As recomendações incluem o uso de máscaras de proteção ao sair de ambientes fechados, a suspensão de atividades físicas ao ar livre e a manutenção de portas e janelas vedadas para tentar conter a entrada de partículas nocivas.
Repercussão entre moradores e reflexos no interior
Nas redes sociais, a população expressou forte preocupação e insatisfação com o cenário de poluição persistente. Relatos de ardência nos olhos, odores fortes e dificuldades respiratórias se multiplicaram, com muitos cidadãos apontando o episódio como um dos mais severos já enfrentados na região metropolitana.
O problema, contudo, não se restringe à capital. Diversos municípios do interior flutuam sob índices alarmantes de qualidade do ar, afetando diretamente comunidades em localidades como Urucurituba, Maués, Autazes e Itacoatiara, onde as concentrações de poluentes também registraram marcas elevadas.
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Fonte: g1.globo.com