O governo federal anunciou o envio de cinco novas aeronaves para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Com a ampliação, o número de aeronaves disponibilizadas para as operações no estado passou de 11 para 16, em meio a um cenário crítico de fumaça intensa e poluição do ar que tem afetado a rotina dos moradores em Manaus e em municípios do interior.
Entre os novos equipamentos entregues está um segundo avião modelo KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por saída. A medida faz parte de um conjunto amplo de ações estratégicas adotadas para intensificar o enfrentamento às chamas na região amazônica.
Reforço aéreo e mobilização de forças de segurança
A nova frota de aeronaves inclui, além do segundo KC-390, helicópteros voltados para o lançamento de água, transporte de equipes especializadas e suporte logístico em áreas de difícil acesso. Desde o início das operações de apoio, os esforços conjutos já resultaram no lançamento de cerca de 600 mil litros de água em centenas de horas de voo, com centenas de focos de incêndio extintos.
Para fortalecer a fiscalização e a repressão aos crimes ambientais, o governo federal mobilizou efetivos da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas. As equipes atuam no patrulhamento de vias estratégicas, no apoio operacional a órgãos de proteção ambiental e na investigação rigorosa para identificar e responsabilizar os autores de incêndios provocados de forma deliberada.
Aporte financeiro e suporte emergencial
Como parte das medidas emergenciais, a Defesa Civil Nacional empenhou recursos expressivos para auxiliar o estado. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União autorizou o repasse de R$ 14,3 milhões ao Amazonas para ações de resposta a desastres, verba destinada a suporte logístico, aquisição de equipamentos de proteção e contratação de serviços adicionais.
Além do aporte financeiro, o Ministério da Saúde programou a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde em Manaus. A estrutura tem caráter preventivo e busca garantir o pronto atendimento à população diante dos impactos respiratórios causados pela fumaça persistente.
Impacto na qualidade do ar e mobilização social
A forte densidade de fumaça gerada pelos incêndios provocou uma significativa piora na qualidade do ar, colocando Manaus em situação de alerta severo segundo plataformas internacionais de monitoramento. Moradores relataram nas redes sociais forte cheiro de fumaça, ardência nos olhos e sérias dificuldades para respirar, descrevendo o momento como um dos mais críticos já enfrentados na capital.
Diante do quadro de poluição severa, órgãos de proteção e autoridades locais recomendaram que a população evite a exposição prolongada ao ar livre, utilize máscaras de proteção e mantenha os ambientes internos umidificados. Municípios do interior do estado também registraram concentrações elevadas de material particulado no ar.
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Fonte: g1.globo.com