O governo federal anunciou o reforço das operações de combate às queimadas no Amazonas, com o aumento para 16 aeronaves, mobilização de quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas. As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais, que avançam no estado e provocam fumaça em Manaus.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus, na capital, após uma reunião entre representantes dos governos federal e estadual. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a atuar e deve agilizar a tomada de decisões e a mobilização dos recursos necessários para a região.
Reforço logístico e estratégico com as Forças Armadas
Segundo o governo federal, o número de aeronaves disponibilizadas para as operações no Amazonas passou de seis para 11, chegando posteriormente ao total de 16 com o novo reforço anunciado. Entre os equipamentos estão aeronaves de grande porte, capazes de lançar água sobre áreas atingidas pelo fogo, além de helicópteros para o combate direto aos incêndios e o transporte de equipes logísticas.
A operação conta ainda com quatro esquadrões de helicópteros e dois navios, que auxiliam no transporte de militares, brigadistas e equipamentos essenciais. De acordo com o almirante Paulo Ferreira, o Amazonas conta com cerca de 5 mil militares das Forças Armadas prontos para atuar, com o efetivo direto sendo dimensionado conforme a demanda das frentes de calor.
Investigações e atuação integrada contra os incêndios
A criação do Estado-Maior Conjunto foi determinada pelo ministro da Defesa para integrar o planejamento das operações e reduzir a burocracia na tomada de decisões locais. A estrutura unificada busca dar maior dinamismo às ações de contenção do fogo diretamente na capital amazonense.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a Polícia Federal mantém três inquéritos em andamento para investigar as origens dos incêndios florestais. A Agência Brasileira de Inteligência atua em conjunto com a corporação para auxiliar na avaliação das possíveis motivações criminosas por trás das chamas.
Impactos na saúde e apoio estruturado em Manaus
Na área da saúde, o Ministério da Saúde informou que equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde estão no estado para acompanhar os atendimentos e avaliar a necessidade de reforço na assistência. Uma base descentralizada da estrutura será instalada em Manaus para ampliar a capacidade de resposta diante de possíveis impactos da fumaça sobre o bem-estar dos moradores.
Durante a coletiva, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a fumaça que encobre a capital é resultado de incêndios em diferentes regiões, transportada por condições meteorológicas e correntes de vento. Para saber mais sobre atualizações de segurança e políticas públicas na região, continue acompanhando o portal O Amazonas, sua fonte de informação confiável e aprofundada.
Fonte: g1.globo.com