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Governo federal exclui aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara de privatização

Governo federal exclui aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara de privatização
1 de 1 Aeroporto de Parintins. — Foto: Prefeitura Municipal de Parintins

Mudança no plano de desestatização aeroportuária

O governo federal oficializou a retirada dos aeroportos de Parintins, Barcelos e Itacoatiara, localizados no interior do Amazonas, da lista de empreendimentos destinados à privatização. A decisão foi formalizada por meio da Resolução nº 370 do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), publicada no dia 20 de agosto de 2026.

A medida, assinada pela presidente do conselho, Miriam Belchior, e pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Monteiro da Franca, altera o planejamento estratégico que visava a transferência da gestão desses terminais para a iniciativa privada. Embora a exclusão tenha sido confirmada, o governo federal não apresentou, até o momento, as justificativas técnicas ou políticas que motivaram a reversão da decisão.

Impacto na infraestrutura regional

Os três aeroportos amazonenses haviam sido qualificados para o processo de desestatização em fevereiro de 2026, através da Resolução CPPI nº 365. Na ocasião, o governo incluíra 19 aeroportos em todo o país no rol de ativos a serem concedidos. Com a nova resolução, a qualificação desses terminais foi revogada, interrompendo o cronograma que previa a modernização via setor privado.

A exclusão desses ativos é vista por especialistas como um ponto de inflexão na logística regional. O Amazonas, devido às suas dimensões continentais e à dependência do modal aéreo para o transporte de passageiros, cargas e insumos de saúde, possui uma infraestrutura aeroportuária que é vital para a manutenção da atividade econômica em municípios isolados.

Processo competitivo e o programa AmpliAR

A proposta original de desestatização estava atrelada ao Programa AmpliAR, uma iniciativa federal desenhada para promover a modernização e a ampliação da infraestrutura aeroportuária regional. O modelo previa a realização de processos competitivos simplificados para atrair investidores interessados na gestão dos terminais.

Caso o mercado não apresentasse propostas válidas, o Ministério de Portos e Aeroportos ainda contava com alternativas, como a oferta permanente ou a alocação direta. Com a retirada de Parintins, Barcelos e Itacoatiara, o futuro da gestão desses espaços permanece sob responsabilidade estatal direta, sem um novo cronograma de investimentos privados anunciado para o curto prazo.

Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras decisões que impactam a infraestrutura e a economia da região, continue acompanhando o portal O Amazonas. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística aprofundada, com foco na transparência e na relevância dos fatos que moldam o nosso estado. Acesse o portal oficial do governo para consultar os documentos na íntegra.

Fonte: g1.globo.com

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