Amazonas registra expansão urbana de mais de 31 km² em três anos, impulsionada por Manaus
O estado do Amazonas testemunhou um significativo avanço em suas áreas urbanizadas, adicionando 31,83 quilômetros quadrados (km²) de novo território entre os anos de 2019 e 2022. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo “Áreas Urbanizadas do Brasil 2022”, revelam uma expansão equivalente a aproximadamente 4,4 mil campos oficiais de futebol, evidenciando o dinamismo do processo de urbanização na região.
Esse crescimento reflete a contínua transformação das paisagens amazônicas, com a ocupação de novas áreas e a consolidação de centros urbanos. A análise do IBGE, que utiliza imagens de satélite para mapear e quantificar essas mudanças, oferece um panorama detalhado sobre a distribuição e a evolução das cidades no estado.
Manaus: o epicentro do crescimento urbano
A capital amazonense, Manaus, desponta como a principal força motriz dessa expansão. No período analisado, a cidade incorporou 9,28 km² ao seu território urbanizado, consolidando sua posição como um dos maiores centros urbanos do país. Em 2022, Manaus registrou um total de 287,18 km² de Feições Urbanizadas, alcançando a sexta maior extensão entre os municípios brasileiros.
A capital amazonense fica atrás apenas de metrópoles como São Paulo (922,41 km²), Brasília (662,54 km²), Rio de Janeiro (644,36 km²), Curitiba (338,41 km²) e Goiânia (312,71 km²). Essa colocação sublinha a importância de Manaus no cenário nacional, não apenas como polo econômico e demográfico da Amazônia, mas também como um centro de intensa atividade construtiva e de ocupação territorial.
Dentro da área total de Manaus, o estudo do IBGE detalha que 250,23 km² foram classificados como áreas densas, caracterizadas por edificações próximas e maior presença de vias. Outros 36,95 km² foram identificados como áreas pouco densas, geralmente localizadas em regiões periféricas ou em processo inicial de ocupação, com construções mais espaçadas. Além disso, a capital apresentava 1,85 km² de loteamentos vazios, um indicativo de futuras frentes de expansão urbana.
Expansão além da capital: outros municípios em destaque
Embora Manaus lidere o processo, a expansão urbana no Amazonas não se restringiu à capital. Diversos outros municípios do estado também registraram acréscimos significativos em suas áreas urbanizadas. Após Manaus, os maiores avanços foram observados em Iranduba, com 6,10 km² de novas áreas, seguido por Manicoré (1,98 km²), Parintins (1,73 km²) e Humaitá (1,24 km²).
Outras cidades que também contribuíram para o crescimento geral do estado incluem Maués (1,18 km²), Careiro da Várzea (1,17 km²), Urucará (0,85 km²), Itacoatiara (0,81 km²) e Coari (0,53 km²). Essa distribuição demonstra que o fenômeno da urbanização é abrangente, alcançando diferentes regiões do Amazonas e gerando desafios e oportunidades para o planejamento territorial e a provisão de infraestrutura em diversas localidades.
Compreendendo as Feições Urbanizadas do IBGE
O levantamento do IBGE é fundamental para entender a dinâmica territorial brasileira. O conceito de “Feições Urbanizadas” utilizado no estudo é amplo e engloba não apenas as áreas ocupadas por construções, mas todo o conjunto de elementos que compõem a estrutura urbana. Isso inclui áreas urbanizadas propriamente ditas, vazios intraurbanos e outros equipamentos urbanos identificados por meio de imagens de satélite.
É importante ressaltar que a classificação de densidade adotada pelo IBGE não se baseia no número de moradores, mas sim na forma como as edificações estão distribuídas no território. As áreas densas, por exemplo, concentram construções mais próximas e com menor presença de espaços vazios ou arborizados. Já as áreas pouco densas apresentam edificações mais espaçadas, frequentemente situadas em regiões periféricas ou em fase de ocupação inicial.
Os “loteamentos vazios”, por sua vez, são categorizados como áreas modificadas pela ação humana, com infraestrutura básica como ruas definidas, mas ainda sem um número suficiente de construções para serem consideradas plenamente urbanizadas. Para o IBGE, essa categoria serve como um importante indicador do potencial de expansão futura das cidades, auxiliando no planejamento e na projeção de demandas por serviços e infraestrutura.
Acompanhar a evolução das áreas urbanizadas no Amazonas é crucial para compreender os desafios e as oportunidades de desenvolvimento do estado. Para mais informações aprofundadas sobre este e outros temas relevantes para a região, continue acompanhando as análises e reportagens de O Amazonas, seu portal de notícias comprometido com informação de qualidade e contextualizada.
Fonte: g1.globo.com