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PIB da FGV aponta alta de 0,5% em agosto e interrompe sequência de quedas da economia

PIB da FGV aponta alta de 0,5% em agosto e interrompe sequência de quedas da economia
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Depois de registrar dois meses consecutivos de retração, a economia brasileira voltou a apresentar sinais de recuperação e registrou alta de 0,5% na passagem de julho para agosto. O desempenho positivo foi captado pelo Monitor do PIB, estudo mensal divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Com o avanço apurado no período, o indicador econômico passou a acumular alta de 1,8% no intervalo de 12 meses. O levantamento funciona como uma importante prévia estatística do Produto Interno Bruto oficial, reunindo dados consolidados de múltiplos setores produtivos do país para antecipar tendências macroeconômicas.

Setores impulsionam a retomada produtiva

A expansão econômica registrada em agosto foi puxada principalmente pelo desempenho favorável da indústria extrativa e pela continuidade do crescimento na prestação de serviços. A avaliação técnica aponta que a oferta interna soube responder aos desafios do período, mantendo o dinamismo produtivo.

Pelo lado da demanda, o cenário contou com o suporte importante das exportações e dos gastos governamentais. Especialistas apontam que, mesmo diante de um quadro inflacionário persistente e de juros elevados, a atividade produtiva demonstra resiliência e capacidade contínua de adaptação.

Comportamento recente do indicador

O comportamento mensal da economia ao longo do ano revela oscilações que precederam a alta recente. A trajetória do indicador nos meses anteriores demonstra a seguinte sequência de variações na comparação sequencial:

  • Agosto: 0,5%
  • Julho: -0,3%
  • Junho: -0,9%
  • Maio: 0,6%

No trimestre encerrado em agosto, o avanço estimado alcançou 1,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Em termos nominais, o PIB acumulado no período chegou a R$ 9,020 trilhões.

Projeções e o cenário oficial

As estimativas para o fechamento do ano variam entre diferentes instituições financeiras e órgãos governamentais. O relatório Focus do Banco Central projeta alta de 1,83% para o indicador, enquanto o Ministério da Fazenda aposta em expansão de 2%. O Fundo Monetário Internacional projeta avanço ainda maior, de 2,2%.

O cálculo oficial e definitivo da atividade econômica do país continuará a cargo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A próxima divulgação oficial englobará o desempenho consolidado do terceiro trimestre e está agendada para o início de dezembro.

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