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Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em dia de tensão global e alta do petróleo

Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em dia de tensão global e alta do petróleo
© Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela ao cenário internacional nesta quinta-feira (1º). O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,97%, cotado a R$ 5,224, impulsionado por um movimento global de aversão ao risco. A moeda americana, que chegou a oscilar entre a mínima de R$ 5,169 e a máxima de R$ 5,240, reflete a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e o impacto direto dessa crise sobre os preços das commodities.

Impacto do petróleo e incertezas geopolíticas

O principal motor da volatilidade nos mercados globais foi a escalada das tensões no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, saltou 4,37%, fechando a US$ 102,31, enquanto o petróleo WTI avançou 2,71%, cotado a US$ 92,87. O mercado reagiu com preocupação ao deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região e às incertezas envolvendo o Irã.

Essa pressão sobre os combustíveis reacende o temor global quanto à inflação persistente, levando investidores a buscarem proteção em ativos considerados mais seguros, como a própria moeda americana. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,58%, consolidando a força do dólar em escala global.

Desempenho da bolsa e o peso da Petrobras

Apesar do ambiente externo turbulento e da proximidade do primeiro turno das eleições, o Ibovespa conseguiu encerrar o pregão em terreno positivo, com alta de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. O desempenho da bolsa brasileira foi sustentado, em grande parte, pela valorização das ações da Petrobras, que se beneficiou diretamente da forte alta do petróleo no mercado internacional.

O volume financeiro movimentado na sessão atingiu a marca de R$ 26 bilhões. O índice, que acumulou uma valorização de 5% ao longo de setembro, mantém um saldo positivo de 16,2% no acumulado do ano, demonstrando resiliência mesmo diante das incertezas macroeconômicas que rondam o cenário doméstico e internacional.

Cenário de cautela e expectativas

O mercado segue atento a desdobramentos que podem afetar a oferta global de energia. Além das tensões militares, investidores monitoram a possibilidade de a União Europeia liberar estoques de diesel e as restrições impostas pela China às exportações de derivados de petróleo. Esses fatores, somados à política monetária dos Estados Unidos, continuam a ditar o ritmo das negociações nos próximos dias.

Para o investidor brasileiro, o momento exige atenção redobrada, dado que a combinação entre volatilidade externa e o calendário eleitoral costuma ampliar as oscilações nos ativos locais. Continue acompanhando a cobertura completa de O Amazonas para se manter informado sobre as movimentações que impactam a economia nacional e o seu bolso, com a credibilidade e a profundidade que você já conhece.

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