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Governo estima renegociar até noventa bilhões de reais em dívidas na terceira fase do programa Desenrola

Governo estima renegociar até noventa bilhões de reais em dívidas na terceira fase do programa Desenrola
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas a serem renegociadas na primeira etapa do Desenrola 3.0, conforme informou Dario Durigan. O edital de chamamento dos bancos e de outras instituições será publicado nesta quinta-feira (21), dando início ao processo de habilitação de bancos e fundos interessados em vender carteiras de crédito à União.

Apesar do volume previsto, o custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa. As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer nesta etapa inicial.

Etapa de chamamento e interesse dos credores

O procedimento atual não constitui uma convocação para que os consumidores renegociem seus débitos de imediato. Trata-se de uma fase voltada exclusivamente para medir o interesse dos credores e mensurar o volume de dívidas organizado por faixas de renda.

O ministério busca organizar os dados fornecidos pelos bancos para priorizar devedores de menor renda e microempreendedores individuais. No entanto, caso a oferta para esse público fique abaixo do esperado, a administração federal poderá direcionar recursos para adquirir dívidas de outras faixas.

Custos e projeções para o leilão público

A estimativa de aporte máximo de R$ 9 bilhões está diretamente atrelada ao deságio mínimo exigido pelo governo federal. A equipe econômica pretende estimular a concorrência entre os credores para alcançar descontos ainda mais expressivos durante o leilão previsto para os próximos meses.

A depender das propostas enviadas pelas instituições financeiras, o governo poderá negociar abatimentos superiores, reduzindo o impacto fiscal da operação e ampliando a eficiência na recuperação desses créditos antigos no mercado nacional.

Critérios de elegibilidade dos débitos

O programa contempla dívidas específicas que se enquadram nas regras estabelecidas pela medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os requisitos principais estão valores originais de até R$ 10 mil e períodos de atraso acumulados entre 720 e 1.645 dias.

Estão elegíveis débitos vinculados a cartão de crédito nas modalidades rotativa e parcelada, além de operações de crédito pessoal sem consignação em folha. Pessoas físicas e MEI’s poderão ter suas situações avaliadas conforme os parâmetros normativos do programa.

Perspectivas e continuidade da política

A condução da iniciativa é tratada pela equipe econômica como uma política pública de caráter permanente voltada ao resgate da saúde financeira das famílias. O ministério descarta medidas alternativas de congelamento de débitos e aposta na recuperação via compra de carteiras pela União.

O consumidor final deve aguardar a conclusão das etapas de leilão e a posterior regulamentação para buscar a repactuação dos valores. Continue acompanhando O Amazonas para manter-se informado sobre economia, políticas públicas e os desdobramentos dos programas que impactam a sociedade.

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