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Crimes que marcaram Manaus e a investigação de casos misteriosos

Crimes que marcaram Manaus e a investigação de casos misteriosos
Foto: Reprodução/Adobe Stock

A história de Manaus guarda registros de episódios criminosos que chocaram a população e desafiaram o trabalho das autoridades policiais ao longo das décadas. Investigações sobre homicídios com características atípicas, suspeitas de atuação de criminosos seriais e ameaças de grupos de extermínio compõem o lado sombrio da crônica policial da capital amazonense e do estado.

Enquanto datas festivas como o Halloween costumam popularizar o fascínio por narrativas de terror e mistério no imaginário popular, a realidade de casos investigados pela polícia revela episódios concretos de violência. Casos emblemáticos, que vão desde a década de 1950 até o período recente, mostram como a cidade acompanhou apurações complexas envolvendo mortes misteriosas e repercussão pública na imprensa.

o comerciante e as mortes sob suspeita

Nas décadas de 1950 e 1960, uma série de assassinatos em Manaus teve o nome do comerciante cearense José Osterne de Figueiredo associado aos crimes. O primeiro caso ocorreu em 1953, quando o biscateiro Anacleto Gama foi encontrado morto na alfaiataria do suspeito, onde trabalhava. O corpo estava nu e em uma poça de sangue, com pares de sapatos pertencentes ao proprietário encontrados próximos à vítima.

Anos depois, após fechar o estabelecimento e investir em uma mercearia, o comerciante encontrou o antigo dono do local morto em circunstâncias semelhantes. Em 1968, um terceiro caso envolveu o estrangulamento de um jovem de 13 anos, cujo corpo foi localizado no bairro Parque Dez, e um carro pertencente a José foi apontado nas investigações. Apesar das apurações prolongadas e da repercussão na época, ele foi absolvido de um dos crimes e deixou de responder pelos demais por falta de provas, morrendo em 1977 sem condenação definitiva.

o caso dos irmãos investigados por homicídios

Em 2014, a segurança pública na capital registrou a prisão dos irmãos Jucenildo Soares Damascena e Ricardo Damascena Cunha, apontados como suspeitos de assassinar homens homossexuais. As diligências haviam começado em novembro do ano anterior, após o homicídio de um estudante de jornalismo na Zona Leste de Manaus.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações apontaram o envolvimento da dupla em quatro mortes de vítimas identificadas, embora na época tenham sido associados a dez assassinatos. Os casos ocorreram em diferentes pontos da cidade, incluindo o Centro e as zonas Norte e Leste, mobilizando a atenção da sociedade e dos órgãos de persecução penal.

o mito e o temor do grupo mão branca

O ano de 1980 foi marcado pela repercussão de uma suposta organização criminosa autointitulada Mão Branca, que teria anunciado sua chegada a Manaus. O grupo ganhou notoriedade após uma série de homicídios atribuídos a justiceiros em Campina Grande, na Paraíba, onde dezenas de pessoas com antecedentes criminais foram encontradas mortas com sinais de tortura e marcas características.

Na capital amazonense, jornais locais publicaram informações sobre uma carta enviada por supostos integrantes, contendo uma lista de dezenas de nomes marcados para morrer e acusações de acobertamento policial. A localização de armas em uma mala com o símbolo do grupo em frente a um hotel intensificou o clima de tensão, embora a existência efetiva da organização na cidade nunca tenha sido formalmente comprovada pelas autoridades.

prisão recente de suspeito classificado como serial killer

Mais recentemente, em janeiro de 2023, a Polícia Civil efetuou a prisão de Natan de Melo Furtado, conhecido como Giban, apontado como suspeito de matar três mulheres no Amazonas entre 2016 e 2022. Duas das mortes ocorreram no município de Boca do Acre, onde os corpos das vítimas foram queimados.

O terceiro crime ocorreu em junho de 2022, no bairro Raiz, na Zona Sul de Manaus, vitimando uma mulher de 57 anos com dezenas de perfurações por arma branca. A atuação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros resultou na prisão do suspeito, que havia fugido para a capital após cometer os primeiros delitos, sendo classificado pelas autoridades policiais como um assassino em série devido ao padrão dos crimes.

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Fonte: g1.globo.com

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