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CNJ aprova criação de oito novas vagas de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas

CNJ aprova criação de oito novas vagas de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas
Prédio da sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM Catiane Moura/Rede Amazônica

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestou parecer favorável ao anteprojeto que prevê a expansão da estrutura do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A proposta, que será debatida pelo pleno da Corte nesta sexta-feira (21), contempla a criação de oito novos cargos de desembargador, além da abertura de 80 vagas para servidores nos gabinetes e a implementação de 24 funções gratificadas.

O documento, formalizado pelo Ofício nº 258 – PRES/SGTJ e assinado pelo presidente do TJAM, desembargador Jomar Ricardo Saunders Fernandes, busca atualizar a composição do tribunal, que não passa por alterações há quase 13 anos. O parecer técnico que chancelou a medida foi subscrito pelo então corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques.

Justificativa técnica e demanda processual

A necessidade de ampliação do quadro de magistrados é sustentada por dados que apontam uma sobrecarga crescente no sistema judiciário estadual. Segundo o parecer do CNJ, o Amazonas registrou um aumento populacional de 13,49% no período recente, o que impactou diretamente a judicialização de demandas no estado.

Os números apresentados pelo tribunal indicam um salto de 211,5% no ingresso de novos processos, acompanhado por um crescimento de 225,5% no acervo de casos pendentes. Para o órgão, a criação das novas vagas é uma medida de interesse público para garantir a celeridade processual e a eficiência na prestação jurisdicional à população amazonense.

Impacto orçamentário e cronograma de implementação

O CNJ avaliou que o impacto financeiro da medida está em conformidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mantendo-se abaixo do limite de 6% estabelecido para despesas com pessoal. O projeto prevê uma implementação gradual, dividida em três etapas estratégicas para viabilizar a absorção dos novos quadros:

  • 2026: instalação de quatro novos desembargadores e respectivas equipes de apoio;
  • 2027: inclusão de mais dois desembargadores e servidores;
  • 2028: finalização do processo com os dois últimos magistrados e o restante do corpo técnico.

O aval do Conselho Nacional de Justiça, contudo, possui uma ressalva importante: a validade do parecer está condicionada à manutenção dos termos atuais do projeto. Caso a proposta sofra alterações que resultem em ampliação de despesas ou cargos durante a tramitação, o texto deverá retornar ao órgão para uma nova análise técnica.

Próximos passos na Assembleia Legislativa

Após a deliberação interna do TJAM nesta sexta-feira, o projeto seguirá para a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Para que a mudança seja efetivada, a proposta precisará ser aprovada pelos 24 deputados estaduais. Caso o texto receba o aval do Legislativo, o quadro de desembargadores do Amazonas passará de 26 para 34 membros, consolidando a maior reestruturação da Corte em mais de uma década.

Para acompanhar os desdobramentos desta votação e outras decisões que impactam a administração pública e o Judiciário no estado, continue lendo o portal O Amazonas. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, transparentes e contextualizadas sobre os fatos que definem o futuro da nossa região.

Fonte: g1.globo.com

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