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Cachorra ganha ventilador solar para enfrentar calor extremo em Manaus

Cachorra ganha ventilador solar para enfrentar calor extremo em Manaus
Foto: Arquivo Pessoal/Leandro Brandão

O verão amazônico, período marcado por temperaturas elevadas e alta umidade, impõe desafios não apenas aos humanos, mas também aos animais de estimação. Em Manaus, o designer e analista de comunicação Leandro Brandão, de 30 anos, encontrou uma solução criativa e sustentável para garantir o bem-estar de sua cachorra, Maggie, de 10 anos: um sistema de ventilação movido a energia solar instalado diretamente na casinha do animal.

Inovação sustentável contra as altas temperaturas

A iniciativa surgiu da preocupação com o conforto de Maggie, que costuma transitar entre a área externa e interna do apartamento da família. Embora o imóvel possua pé-direito alto, o calor intenso das tardes manauaras, especialmente entre julho e outubro, tornava o ambiente externo exaustivo para a cadela. Após descartar ventiladores portáteis comuns por falta de potência, Brandão buscou inspiração em tecnologias de refrigeração via USB.

O sistema, composto por um kit importado de painel solar e ventoinhas, foi instalado pelo próprio tutor. Brandão utilizou conhecimentos adquiridos durante sua formação acadêmica na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para calcular a inclinação ideal do painel, garantindo a captação eficiente da luz solar durante o período da manhã. Atualmente, o equipamento funciona apenas durante o dia, mas o tutor já estuda a integração de baterias e controladores para permitir o funcionamento noturno.

Adaptações estruturais para o conforto térmico

Além da ventilação, a casinha de Maggie recebeu uma reforma estratégica no telhado. Brandão aplicou uma manta asfáltica aluminizada sobre a estrutura de fibrocimento, que apresentava rachaduras. A solução foi dupla: o material, além de vedar as frestas, reflete a radiação solar, reduzindo significativamente a absorção de calor. A técnica permite ainda que o tutor utilize água sobre o telhado para resfriar o ambiente de forma rápida.

A preocupação com a saúde da cadela tem fundamento clínico. No ano anterior, Maggie apresentou desconfortos que, após avaliação veterinária, foram associados à exposição ao calor excessivo. Embora a família priorize a permanência dos animais dentro de casa para interação e conforto, as adaptações na casinha garantem um refúgio seguro quando a permanência na área externa é necessária.

Reflexão sobre o bem-estar animal em áreas urbanas

O caso de Maggie levanta um debate mais amplo sobre a situação dos animais de rua em metrópoles tropicais. Brandão destaca que, enquanto animais domésticos contam com tutores atentos, cães errantes sofrem com a exposição direta ao sol e a escassez de água potável. O designer defende a criação de abrigos públicos e privados, além de uma maior conscientização da sociedade para que estabelecimentos permitam o abrigo temporário de animais em suas sombras.

A iniciativa de Brandão serve como um exemplo de como pequenas adaptações tecnológicas podem melhorar a qualidade de vida dos animais de estimação diante das mudanças climáticas. O portal O Amazonas segue acompanhando histórias que unem tecnologia, cuidado animal e soluções criativas para os desafios do cotidiano regional. Continue conosco para mais reportagens sobre o impacto do clima na vida dos amazonenses e iniciativas de impacto social.

Fonte: g1.globo.com

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