O ator Bruno Gagliasso desembarca em Manaus nesta sexta-feira (14) para uma participação especial no Centro Cultural Casarão de Ideias (CCCI). O artista integra um debate sobre o longa-metragem “Honestino”, obra que resgata a trajetória política e o desaparecimento de Honestino Guimarães, um dos nomes mais emblemáticos do movimento estudantil brasileiro. O encontro está marcado para as 19h30, na unidade Saldanha Marinho, logo após a exibição do filme, que ocorre às 18h.
Encontro com o diretor e lideranças estudantis
Além da presença de Bruno Gagliasso, o painel de discussão contará com a participação do cineasta amazonense Aurélio Michiles, responsável pela direção do documentário, e de Bianca Borges, atual presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). A iniciativa, fruto de uma colaboração entre a Pandora Filmes e a Mercado Filmes, busca aproximar o público da história recente do Brasil e fomentar o diálogo sobre a memória política nacional.
Para acompanhar o bate-papo, os interessados devem adquirir o ingresso para a sessão de “Honestino” através do site ou aplicativo Ingresso.com. A organização do evento ressalta que o acesso à conversa é garantido pelo bilhete da sessão, estando sujeito à disponibilidade de lugares nas salas Saldanha Marinho e Barroso.
A trajetória de resistência em Honestino
O filme “Honestino” utiliza uma linguagem híbrida, mesclando elementos de documentário e ficção para reconstruir a vida de Honestino Guimarães. Presidente da UNE durante o período de repressão militar, o estudante foi detido cinco vezes por sua atuação política antes de ser sequestrado em 1973, aos 26 anos. A obra é um esforço de resgate histórico que utiliza cartas, poemas e imagens de arquivo para humanizar a figura do militante.
A produção não se limita ao relato biográfico; ela propõe uma reflexão profunda sobre a preservação da memória e a defesa da democracia. Ao estabelecer paralelos entre o caso de Honestino e outros episódios de violência estatal, o filme se posiciona como um documento necessário para as novas gerações compreenderem os custos da luta por direitos civis no país.
Reconhecimento e a visão de Aurélio Michiles
A qualidade técnica e narrativa de “Honestino” já rendeu frutos importantes, como o Troféu Redentor de Melhor Montagem no Festival do Rio. O longa também circulou por eventos de prestígio, como a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e o Festival de Cultura em Direitos Humanos (DH Fest), consolidando-se como uma das obras documentais mais relevantes dos últimos anos.
O projeto carrega a assinatura do diretor manauara Aurélio Michiles, nome de destaque no cenário audiovisual brasileiro desde a década de 1980. Com formação no Instituto de Artes e Arquitetura da UnB e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Michiles possui um histórico de produções premiadas, como “O Cineasta da Selva” (1997) e o aclamado “Segredos do Putumayo” (2022), este último vencedor do Prêmio APCA e do Prêmio Melhor Filme Sesc.
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