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Bancários do Amazonas cruzam os braços em protesto por reajuste e melhores condições

Bancários do Amazonas cruzam os braços em protesto por reajuste e melhores condições
Bancários paralisam atividades em Manaus Divulgação

Mobilização nacional impacta atendimento bancário no Amazonas

Nesta quinta-feira (20), a rotina de clientes e usuários do sistema financeiro em Manaus e Itacoatiara foi interrompida por uma paralisação da categoria bancária. O movimento, que integra uma mobilização nacional, resultou no fechamento de diversas unidades bancárias, afetando o atendimento presencial em pontos estratégicos da capital amazonense e em toda a rede bancária da Região Metropolitana de Itacoatiara.

Em Manaus, o impacto foi sentido principalmente nas agências da Caixa Econômica Federal, que suspenderam as atividades, além de unidades do Santander e Bradesco situadas no centro da cidade. A paralisação reflete o impasse nas negociações coletivas entre os trabalhadores e as instituições financeiras, em um cenário onde a categoria busca recompor perdas e garantir avanços em direitos fundamentais.

Pauta de reivindicações e o impasse nas negociações

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Daniel Batista, a pauta de reivindicações é extensa e foca na valorização profissional. A categoria exige um reajuste salarial que contemple a reposição da inflação somada a um aumento real de 5%. Além disso, os trabalhadores pleiteiam melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), um ponto central na disputa com os bancos.

A pauta também abrange questões sociais e de bem-estar, como a melhoria no plano de saúde para funcionários e dependentes, a implementação de folgas específicas para pessoas com deficiência (PCDs), medidas mais rigorosas de combate à violência no ambiente de trabalho e a ampliação das folgas destinadas à doação de sangue.

Contraponto entre sindicato e instituições financeiras

O cenário de tensão é agravado por propostas apresentadas pelo setor bancário que, segundo a representação sindical, são insuficientes ou representam retrocessos. Daniel Batista afirmou que as ofertas atuais não atendem às necessidades da classe trabalhadora. Entre os pontos de maior atrito, o sindicato destaca a proposta de redução nos valores dos vales-alimentação e refeição, o congelamento do piso salarial e a aplicação de reajustes escalonados, que variam conforme o nível do trabalhador.

A paralisação serve, portanto, como um alerta para as instituições financeiras sobre a insatisfação da categoria. O movimento busca pressionar por uma mesa de negociação mais equilibrada, que considere a realidade econômica dos bancários frente aos lucros bilionários registrados pelo setor. Para mais informações sobre o desenrolar desta pauta e outros temas de interesse regional, continue acompanhando o portal O Amazonas, seu compromisso diário com a notícia de qualidade.

Para entender o panorama completo das negociações coletivas no setor bancário, consulte o portal oficial da CONTEC, que acompanha as diretrizes nacionais da categoria.

Fonte: g1.globo.com

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