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Travessia de balsa na Br-319 é interrompida no Amazonas por entrada de água em embarcação

Travessia de balsa na Br-319 é interrompida no Amazonas por entrada de água em embarcação
Foto: Divulgação

A travessia de balsa sobre o Rio Igapó-Açu, um ponto crucial no quilômetro 260 da BR-319, no Amazonas, foi novamente paralisada na manhã desta quarta-feira. O motivo da interrupção, que afeta diretamente o fluxo de veículos e mercadorias na região, foi a identificação de entrada de água na lateral de uma das embarcações responsáveis pelo serviço. Este incidente marca a segunda paralisação em menos de uma semana, evidenciando os desafios contínuos na infraestrutura de transporte da Amazônia.

Nova interrupção e o cenário no local

A empresa Amazônia Navegações Ltda., responsável pela operação, emitiu um comunicado nas primeiras horas da manhã, informando sobre a necessidade de interromper a travessia para avaliação e manutenção da balsa. A situação gerou um cenário de apreensão e transtorno, com imagens gravadas no local mostrando caminhões e carretas parcialmente submersos na área de embarque da balsa. A cena revela a dificuldade enfrentada, com pessoas e trabalhadores carregando sacos e mercadorias nos ombros, em uma tentativa de resgatar a carga de um dos veículos que se encontrava inclinado. Tratores e pedestres acompanhavam a movimentação às margens do rio, que é uma via vital para o escoamento da produção e o abastecimento de diversas localidades.

A BR-319 e a recorrência dos problemas

Esta não é a primeira vez que a travessia de balsa no Rio Igapó-Açu enfrenta problemas recentes. Na última segunda-feira, o serviço já havia sido suspenso por cerca de quatro horas. Naquela ocasião, a paralisação foi atribuída à severa seca do rio, que exigiu trabalhos de manutenção e o uso de máquinas para adequar o local e permitir a retomada das operações. A recorrência de interrupções, seja por questões ambientais como a estiagem ou por falhas mecânicas nas embarcações, sublinha a fragilidade da logística na BR-319, especialmente no seu “trecho do meio”, conhecido pela precariedade e dependência de balsas. A rodovia é fundamental para a conexão de Manaus, o principal centro econômico do Amazonas, com o restante do país, e suas interrupções têm um impacto direto na economia regional e na vida dos moradores. A complexidade da gestão e manutenção desta via é um tema constante para órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Impacto na logística e a espera por soluções

A paralisação da balsa no Igapó-Açu representa um gargalo significativo para o transporte de cargas e passageiros. Caminhões que transportam desde alimentos e combustíveis até insumos industriais ficam retidos, gerando atrasos e prejuízos. A Amazônia Navegações Ltda. pediu aos motoristas que aguardassem novos boletins antes de seguir viagem, indicando a incerteza sobre o tempo de duração da interrupção. Até a última atualização, nem a empresa nem o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) haviam divulgado uma previsão para a liberação total da travessia, deixando milhares de pessoas e empresas em compasso de espera. A situação reforça a urgência de investimentos e soluções mais robustas para a BR-319, uma rodovia estratégica que clama por infraestrutura adequada para garantir a fluidez do tráfego e o desenvolvimento da região.

Os desafios na BR-319 são um reflexo da complexidade de se manter a infraestrutura de transporte em uma região tão vasta e ambientalmente sensível como a Amazônia. Para continuar acompanhando os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes que impactam o dia a dia do estado, acesse O Amazonas. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que moldam nossa realidade.

Fonte: g1.globo.com

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