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Produção de 179,6 mil toneladas em águas da União consolida recorde da aquicultura nacional

Produção de 179,6 mil toneladas em águas da União consolida recorde da aquicultura nacional
© Agência Pará

A produção nacional de organismos aquáticos em áreas de domínio federal alcançou o maior patamar histórico em dados oficiais consolidados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. O setor registrou 179,6 mil toneladas, impulsionado por investimentos em concessões e pelo aproveitamento sustentável de reservatórios e grandes rios brasileiros. O volume representa um avanço expressivo de 20,9% em comparação ao ciclo imediatamente anterior, consolidando a modalidade como um dos motores da economia azul no país.

A atividade econômica movimentou R$ 1,47 bilhão em Valor Bruto da Produção e garantiu a abertura de 4.239 postos de trabalho diretos e indiretos em várias regiões. Especialistas apontam que a expansão reflete uma maior segurança regulatória e o avanço técnico no manejo de espécies adaptadas ao cultivo intensivo em ambientes abertos.

A força da piscicultura e o domínio da tilápia

O setor produtivo brasileiro tem na criação de peixes em água doce a sua principal alavanca econômica. A piscicultura continental respondeu por expressivos 94,5% do total gerado no país, somando 169,8 mil toneladas. Dentro desse segmento, a tilápia do Nilo sobressai como o principal produto comercializado, atingindo cerca de 168 mil toneladas e liderando a preferência dos produtores e do mercado consumidor.

Além dos peixes, outras cadeias produtivas ganharam espaço nos mananciais federais. A malacocultura, voltada especificamente ao cultivo de moluscos, entregou 8,8 mil toneladas, enquanto a algicultura alcançou aproximadamente 997 toneladas. Esses números demonstram a diversificação gradual do cultivo em águas públicas, embora a escala continue concentrada na produção de pescado em grande volume.

Panorama regional e liderança do Sudeste

O mapa da produção nacional revela fortes contrastes geográficos, com predominância marcante da Região Sudeste. Os estados sudestinos responderam por 94,8 mil toneladas, o equivalente a mais da metade de tudo o que foi cultivado em águas federais no Brasil durante o período avaliado. O Nordeste apareceu na segunda colocação com 34,6 mil toneladas, seguido pelo Sul com 27,3 mil toneladas, Centro-Oeste com 22,3 mil toneladas e a Região Norte com 712 toneladas.

Em uma análise detalhada por estado, São Paulo despontou na liderança isolada ao extrair 64,5 mil toneladas. Minas Gerais garantiu o segundo lugar com 30 mil toneladas, logo acima do Paraná, que registrou 18 mil toneladas. Completam o grupo de maiores produtores nacionais estados como Pernambuco, Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, refletindo o aproveitamento estratégico de açudes públicos e grandes lagos formados por usinas hidrelétricas.

Crescimento de contratos e perfil socioeconômico

O avanço produtivo caminha lado a lado com a regularização jurídica dos espaços aquáticos. O número de contratos vigentes para a utilização sustentável de águas da União saltou de 1.422 para 1.551, evidenciando o interesse crescente de empreendedores em investir na atividade com respaldo legal. Esse marco regulatório traz previsibilidade e estimula a injeção de capital privado em infraestrutura de tanques-rede e unidades de beneficiamento.

No tocante ao perfil demográfico e social dos produtores cadastrados, os dados oficiais apontam que:

  • Homens representam 79% dos cessionários autorizados.
  • Mulheres respondem por 21% da titularidade dos contratos.
  • Pessoas com ensino médio completo formam a base educacional predominante, com 24,1%.
  • Portadores de diploma de ensino superior somam 15,2% do total.

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