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Amazonas e Minas Gerais mantêm tradição e acertam vencedor da Presidência desde 1989

Amazonas e Minas Gerais mantêm tradição e acertam vencedor da Presidência desde 1989
1 de 3 Mapa de votação para presidente no Amazonas no 2° turno. Veja resultado por municípios — Foto: Infográfico: arte/g1

O resultado da disputa presidencial realizada neste domingo (25) confirmou uma das coincidências estatísticas mais marcantes da política brasileira recente. Ao apontarem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os estados do Amazonas e de Minas Gerais mantiveram um histórico ininterrupto iniciado em 1989: desde a redemocratização, os candidatos mais votados nesses dois territórios acabam sempre conquistando o comando do Palácio do Planalto.

O levantamento detalhado conduzido pelo g1 abrange as dez eleições presidenciais ocorridas no período democrático atual. A análise contabiliza os votos do turno em que a decisão foi efetivamente consolidada, seja na primeira etapa ou no segundo turno, revelando o peso estratégico e o comportamento eleitoral singular dessas regiões na formação da maioria nacional.

O cenário eleitoral e os números no Amazonas

No Amazonas, a votação refletiu uma vantagem expressiva para o candidato vitorioso. Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 54,02% dos votos válidos no estado amazônico, enquanto o adversário Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 45,98%.

Historicamente, o eleitorado amazonense já registrou momentos de forte adesão a nomes vitoriosos na corrida presidencial. Os percentuais mais elevados a favor do candidato eleito no estado ocorreram em 2006, quando Lula atingiu 86,80% dos votos válidos, e em 2010, ano em que Dilma Rousseff (PT) chegou a 80,57%.

Apesar dessa tendência de alinhamento com o vencedor nacional, o Amazonas também testemunhou embates acirrados. Em 2018, por exemplo, o estado confirmou o resultado final da disputa, mas com uma margem bastante estreita de apenas 9.556 votos separando os principais concorrentes na região.

A disputa acirrada e a virada histórica em Minas Gerais

Se o Amazonas registrou margens confortáveis em diversos pleitos, Minas Gerais destacou-se em 2026 como o palco da contenda mais disputada de todo o país. O estado mineiro terminou a apuração com uma diferença mínima de apenas 0,86 ponto percentual entre os dois principais candidatos ao cargo máximo do Executivo federal.

O desempenho em solo mineiro repetiu a proximidade observada em pleitos anteriores. Em 2026, Lula obteve 50,43% dos votos válidos em Minas Gerais, superando os 49,57% do opositor, números muito próximos à média registrada em âmbito nacional. Dinâmica semelhante havia ocorrido em 2022, quando o petista registrou 50,20% no território mineiro contra 50,90% no total do Brasil.

Além do equilíbrio, Minas Gerais protagonizou a única reviravolta significativa entre os turnos em todo o território nacional. O candidato vencedor conseguiu reverter o cenário estadual após encerrar a primeira etapa da votação atrás do principal concorrente, consolidando a vitória na reta final com uma vantagem de 109 mil votos no estado.

O papel dos estados espelho na dinâmica política nacional

A permanência desse padrão estatístico ao longo de quase quatro décadas desperta o interesse de analistas políticos e pesquisadores eleitorais. Por reunirem perfis populacionais diversos, que misturam grandes centros urbanos, realidades industriais e fortes raízes no interior e na floresta, Amazonas e Minas Gerais acabam funcionando como termômetros do humor do eleitorado brasileiro.

Enquanto Minas Gerais reflete muitas vezes a média ponderada do eleitorado do Sudeste e do país devido ao seu vasto colégio eleitoral, o Amazonas expressa tendências importantes da região Norte. O alinhamento constante desses dois estados com o resultado final das urnas reforça a complexidade e a diversidade exigidas de qualquer projeto político que pretenda governar o país.

Para continuar bem informado sobre os desdobramentos da política nacional e regional, acompanhe a cobertura completa de O Amazonas. Nosso compromisso é trazer análises profundas, checagem rigorosa de fatos e contextualização dos acontecimentos que moldam o cenário do Brasil e da nossa região.

Fonte: g1.globo.com

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