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Amapá busca selo internacional de área livre de peste suína

Amapá busca selo internacional de área livre de peste suína
Foto: TV Verdes Mares

O estado do Amapá avança em direção a uma importante conquista para a economia e o setor agropecuário regional. Com exames negativos em cerca de 15 mil porcos distribuídos por 700 propriedades, o governo estadual alinha os últimos detalhes para obter o reconhecimento internacional como área livre de peste suína clássica, medida que promete abrir novos mercados para a produção local de carne suína.

Reunião estratégica e alinhamento com o ministério

Para sacramentar os passos finais do processo, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de órgãos de defesa da Região Norte se reuniram recentemente na sede da Agência de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), localizada em Macapá. O encontro teve como foco principal estruturar a documentação que será encaminhada aos órgãos competentes.

A obtenção do selo internacional depende diretamente da comprovação técnica de que o vírus está ausente no território amapaense. Com os laudos laboratoriais atestando resultado negativo para todos os animais testados, o estado cumpre as exigências sanitárias necessárias para pleitear a certificação oficial junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Entendendo a doença e o impacto econômico

A peste suína clássica é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta exclusivamente os suínos, caracterizando-se por sintomas como febre e vermelhidão nos animais. É fundamental destacar que a doença não é transmitida para os humanos, não representando nenhum risco à saúde pública ou ao consumo da carne.

Apesar de não ser uma zoonose, o impacto da doença é severamente econômico. O diretor-presidente da Diagro, Álvaro Cavalcante, ressalta que a infecção prejudica o apetite e o desenvolvimento dos animais, gerando grandes prejuízos aos produtores e enfraquecendo a cadeia produtiva local.

Perspectivas de exportação e novos mercados

A certificação como área livre da doença representa um divisor de águas para a pecuária amapaense. Com o reconhecimento sanitário, o estado deixará de depender exclusivamente do suprimento externo de proteína suína e poderá expandir significativamente o comércio interno.

Além do abastecimento regional, a abertura de mercados externos passa a ser uma realidade viável. As projeções indicam que a produção local poderá alcançar novos horizontes comerciais, incluindo a exportação para regiões vizinhas e o Platô das Guianas, fortalecendo a economia do estado.

Atualização cadastral obrigatória no campo

Para assegurar a manutenção do status sanitário e o controle rigoroso do rebanho, a Diagro estabeleceu o prazo até 15 de novembro para a atualização cadastral obrigatória das propriedades rurais. O censo engloba criadores de diversas espécies, incluindo bovinos, aves e suínos.

A participação dos produtores é indispensável para evitar o bloqueio do cadastro de animais, medida que impede a emissão de documentos necessários para a comercialização e a aquisição de novos plantéis. O rigor no controle sanitário é a base para garantir a credibilidade do Amapá no cenário agropecuário nacional.

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Fonte: g1.globo.com

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