Após receber o diagnóstico de carcinoma mamário em abril de 2015, a advogada Priscilla Almeida, residente em Manaus, decidiu incorporar a prática regular de exercícios físicos e uma reeducação alimentar rigorosa em sua rotina diária de enfrentamento à doença. A mudança drástica de hábitos atuou como uma ferramenta fundamental para amenizar os impactos físicos e psicológicos decorrentes do tratamento oncológico.
De acordo com estimativas oficiais divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer, o estado do Amazonas tem projeção de registrar centenas de novos casos de neoplasias mamárias e uterinas ao longo de 2026. Somente na capital amazonense, a expectativa aponta para centenas de novos diagnósticos voltados ao câncer de mama, evidenciando a relevância de campanhas contínuas de conscientização e suporte às pacientes locais.
Superação e protagonismo durante o tratamento
Durante o processo terapêutico, a preservação da autoimagem revelou-se um fator determinante para a manutenção da saúde mental da advogada. A utilização de métodos como a crioterapia capilar para minimizar a queda dos fios ajudou a fortalecer sua autoestima e a encarar o período com maior firmeza. Priscilla destacou a importância de assumir um papel ativo diante das adversidades impostas pela enfermidade.
Essa vivência pessoal transformou-se rapidamente em um propósito coletivo com a fundação do Movimento Peito Amigo. A organização atua no compartilhamento de orientações essenciais sobre qualidade de vida, divulgação de direitos fundamentais para as pacientes e oferta de acolhimento humanizado para mulheres que enfrentam o mesmo diagnóstico em território amazonense.
A ciência por trás do movimento corporal
A oncologista Maria Auxiliadora Rabelo aponta que a manutenção de uma rotina ativa e de hábitos saudáveis exerce influência direta sobre a eficácia das terapias contra o câncer. Pacientes que adotam exercícios adaptados sob supervisão e recebem suporte nutricional adequado tendem a apresentar respostas clínicas superiores e menor incidência de efeitos colaterais severos durante os ciclos de medicação.
O acompanhamento integrado com profissionais de saúde reforça pilares essenciais para o bem-estar diário, como o rigor com o cronograma clínico, escolhas alimentares equilibradas e a prática segura de atividades físicas. A parceria estreita entre a determinação da paciente e a atuação coordenada da equipe médica amplia significativamente as perspectivas de recuperação plena e qualidade de vida a longo prazo.
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Fonte: g1.globo.com