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Amazonas prende seis professores de jiu-jítsu por crimes sexuais em menos de dois anos

Amazonas prende seis professores de jiu-jítsu por crimes sexuais em menos de dois anos
Reprodução G1

O estado do Amazonas tem sido palco de uma série alarmante de prisões envolvendo professores de jiu-jítsu, acusados de crimes sexuais contra seus próprios alunos. Em um período de menos de dois anos, seis instrutores foram detidos, levantando sérias preocupações sobre a segurança de crianças, adolescentes e jovens atletas em ambientes esportivos que deveriam ser de confiança e desenvolvimento. Os casos, que ganharam repercussão nacional, expõem a vulnerabilidade das vítimas e a urgência de medidas de proteção mais eficazes.

A recorrência desses incidentes abala a credibilidade do esporte e da relação professor-aluno, um pilar fundamental para a formação de jovens. A Polícia Civil do Amazonas tem atuado de forma contundente para investigar as denúncias, que se acumulam e revelam um padrão de conduta criminosa que exige atenção redobrada das autoridades e da sociedade.

A mais recente prisão e o padrão de abuso

O caso mais recente que veio à tona ocorreu na última segunda-feira, 20 de maio. Um professor de jiu-jítsu de 33 anos foi preso em flagrante na academia onde ministrava aulas, localizada no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus. As investigações apontam que o suspeito teria cometido o abuso no final de 2025. Ele teria se aproveitado da confiança da família de uma adolescente, indo à casa da vítima sob o pretexto de contratar o pai dela, que trabalha como tatuador. Ao constatar que a jovem estava sozinha no imóvel, o homem teria praticado o crime, evidenciando um modus operandi de manipulação e oportunidade.

Cronologia de uma série de crimes no esporte

A sequência de prisões revela um cenário preocupante que se estende desde o final de 2024. O primeiro registro dessa série de crimes ocorreu em novembro de 2024, com a prisão de Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. As investigações foram iniciadas após três alunos procurarem a Polícia Civil para denunciá-lo. Após sua detenção, outras vítimas também se apresentaram às autoridades, relatando crimes semelhantes. Alcenor Alves foi posteriormente condenado a uma pena de 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e multa, com cumprimento inicial em regime fechado, dada a gravidade dos delitos.

Em junho de 2025, outro professor de jiu-jítsu, cuja identidade não foi divulgada, foi preso em Humaitá, interior do Amazonas. Ele é suspeito de estuprar ao menos cinco alunos, todos meninos com idades entre 7 e 11 anos. Os crimes, segundo a polícia, eram praticados dentro da própria academia, que funcionava na residência do investigado, intensificando a quebra de confiança e a violação de um espaço que deveria ser seguro.

A terceira prisão ocorreu em abril de 2026, quando o treinador Melqui Galvão, que também é policial civil, foi detido em São Paulo. As denúncias contra ele envolviam ao menos três vítimas em Manaus, incluindo uma adolescente de 17 anos. O caso começou a ser apurado após uma ex-aluna denunciar atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva internacional, ampliando o alcance das investigações.

Pouco mais de um mês depois, em 1º de junho deste ano, outro professor de jiu-jítsu de 59 anos foi preso em Manaus. Ele é suspeito de produzir, armazenar e compartilhar material de exploração sexual envolvendo uma adolescente de 14 anos, revelando uma dimensão ainda mais sombria dos crimes.

A série de prisões continuou em 6 de junho deste ano, com a detenção de Carlos Vieira Holanda. Ele estava foragido há mais de um mês e era investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual. Pelo menos sete alunas adolescentes foram identificadas como vítimas. De acordo com a delegada Mayara Magna, o suspeito prometia quimonos e inscrições em campeonatos, levando as adolescentes a hotéis para a prática dos crimes. A investigação também apontou que ele atuava na exploração sexual das jovens, intermediando contatos com patrocinadores para obter vantagens financeiras, configurando um esquema de aliciamento e abuso.

Impacto na comunidade e a busca por justiça

A sequência de casos de abuso sexual envolvendo professores de jiu-jítsu no Amazonas tem gerado uma onda de indignação e preocupação em toda a sociedade. A repercussão nacional desses eventos coloca em evidência a necessidade de maior rigor na fiscalização de academias e na checagem de antecedentes de profissionais que lidam com crianças e adolescentes. A confiança depositada em figuras de autoridade, como treinadores, é um fator crucial que os criminosos exploram, tornando as vítimas ainda mais vulneráveis.

A atuação da Polícia Civil do Amazonas tem sido fundamental para desmantelar esses esquemas e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. No entanto, a dimensão do problema aponta para a importância de um esforço conjunto entre autoridades, instituições esportivas, pais e a comunidade para criar ambientes mais seguros e mecanismos eficazes de denúncia e proteção. A conscientização sobre os sinais de abuso e o encorajamento das vítimas a procurar ajuda são passos essenciais para combater essa triste realidade. Para mais informações sobre a proteção de crianças e adolescentes, acompanhe as notícias sobre o tema.

O Amazonas segue vigilante, acompanhando de perto os desdobramentos desses casos e a implementação de políticas que garantam a integridade de seus jovens atletas. Acompanhe O Amazonas para se manter informado sobre este e outros temas relevantes, com reportagens aprofundadas e contextualizadas que trazem a informação de qualidade que você precisa.

Fonte: g1.globo.com

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