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Chuva melhora qualidade do ar em Manaus após duas semanas de fumaça

Chuva melhora qualidade do ar em Manaus após duas semanas de fumaça
Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica

Depois de duas semanas consecutivas sob o impacto de densas nuvens de fumaça geradas por queimadas, a capital amazonense registrou uma mudança expressiva nas condições atmosféricas. As fortes precipitações registradas na região reduziram a concentração de poluentes e trouxeram alívio temporário para os moradores de diferentes zonas da cidade, alterando o cenário ambiental que vinha preocupando autoridades e especialistas locais.

De acordo com o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a grande maioria dos pontos de monitoramento na área urbana passou a registrar índices considerados satisfatórios para a respiração humana logo após o temporal.

Alívio na atmosfera urbana e exceções pontuais

O monitoramento técnico realizado pelas estações espalhadas pela capital indicou uma recuperação expressiva nos parâmetros do ar. Praticamente todas as regiões monitoradas saíram da faixa de alerta e alcançaram patamares aceitáveis de concentração de partículas finas em suspensão.

Na Cidade Nova, na Zona Norte, e na Compensa, na Zona Oeste, os índices aferidos atestaram a eficácia da limpeza atmosférica promovida pela água da chuva. Cenário semelhante foi observado no Morro da Liberdade, na Zona Sul, e no Puraquequara, na Zona Leste, onde os registros confirmaram a queda drástica na presença de poluentes.

A única exceção mapeada na capital concentrou-se no bairro Coroado, também na Zona Leste, onde a medição permanecendo em patamares moderados. O sistema de monitoramento técnico classifica como ideal a faixa que vai de 0 a 25 microgramas por metro cúbico, patamar que foi alcançado pela maioria dos bairros manauaras nas primeiras horas da manhã.

Impactos operacionais e alertas preventivos

A chegada da instabilidade climática não se limitou a purificar a atmosfera, gerando também reflexos diretos na rotina da cidade e nos serviços essenciais. A Defesa Civil emitiu avisos formais alertando a população sobre o risco severo de temporais intensos, acompanhados por riscos de alagamentos e enxurradas em áreas vulneráveis.

No setor aeroportuário, as condições meteorológicas adversas afetaram temporariamente o sistema de balizamento da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. O imprevisto resultou no desvio preventivo de voos comerciais para capitais e municípios vizinhos, como Santarém, Boa Vista, Belém e Brasília.

Equipes de manutenção da administração aeroportuária atuaram rapidamente para restabelecer a normalidade operacional e garantir a segurança das aeronaves e passageiros. Os viajantes afetados pelas alterações de rota foram orientados a buscar suporte direto junto às companhias aéreas responsáveis.

Cenário divergente nos municípios do interior

Enquanto a capital respirava com mais tranquilidade, a situação na Região Metropolitana de Manaus manteve-se heterogênea e preocupante em várias localidades. Municípios vizinhos continuaram registrando índices elevados de poluição atmosférica, refletindo a proximidade com os focos ativos de queimadas na floresta.

Em Iranduba, os medidores registraram marcas consideradas muito ruins, enquanto cidades como Itacoatiara e Autazes apresentaram índices classificados na faixa ruim. Outras localidades da região, a exemplo de Manaquiri, Silves, Urucurituba e Careiro da Várzea, mantiveram níveis moderados de concentração de poluentes.

Em contrapartida, municípios como Careiro, Presidente Figueiredo e Novo Airão acompanharam a tendência da capital e registraram qualidade do ar em níveis considerados bons pelas plataformas de monitoramento ambiental.

Esforços federais e estaduais no combate às chamas

A trégua proporcionada pela chuva ocorre no momento em que as autoridades intensificam as frentes de combate aos incêndios florestais no estado. As operações conjuntas entre o governo estadual e o governo federal preveem a ampliação da frota de aeronaves empregadas no lançamento de água e no transporte de brigadistas.

As estratégias de contenção do fogo envolvem a atuação coordenada de equipes especializadas, embarcações e aeronaves militares, estruturadas sob um comando conjunto para otimizar a resposta rápida aos focos de calor na floresta amazônica.

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Fonte: g1.globo.com

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