O dólar aproximou-se de R$ 5, e a bolsa superou os 208 mil pontos nesta terça-feira (20). O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pelo cenário eleitoral.
No mercado internacional, a queda do petróleo também contribuiu para o apetite por risco, criando um ambiente favorável para moedas de países emergentes. Especialistas apontam que a combinação de fatores externos e internos moldou a sessão financeira.
Comportamento do câmbio
O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,019, com queda de 0,58%. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real, aproximando a cotação da marca psicológica de R$ 5,00 durante o funcionamento dos mercados.
O movimento seguiu a tendência global de enfraquecimento da divisa dos Estados Unidos. Dados econômicos e ajustes nas expectativas sobre juros no exterior pesaram sobre o índice DXY ao longo do dia.
No cenário interno, analistas destacam que o fluxo cambial continuou a ser monitorado de perto por operadores financeiros. A proximidade de definições políticas gerou expectativas em relação aos rumos econômicos do país.
Avanço do Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, registrando valorização de 1,57%. O índice alcançou patamares elevados impulsionado pelo otimismo generalizado entre os investidores institucionais e estrangeiros.
O volume de negociações refletiu a busca por ativos de maior risco em economias emergentes. Empresas de diversos setores registraram ganhos consistentes ao longo da sessão desta terça-feira (20).
A entrada líquida de capital externo tem sido um dos principais sustentáculos da bolsa brasileira nos últimos meses. Esse apetite por risco reflete tanto a busca por rentabilidade quanto a leitura de que o ambiente macroeconômico local oferece oportunidades pontuais.
Dinâmica do petróleo
No mercado internacional, o petróleo Brent fechou em queda de 0,69%, cotado a US$ 108,79 por barril. A retratação aliviou pressões sobre os custos globais de energia e transporte.
Notícias diplomáticas e expectativas de suprimento influenciaram a cotação da commodity ao longo da semana. O recuo dos preços internacionais costuma repercutir diretamente nas projeções de inflação em várias economias.
Para acompanhar diariamente a movimentação dos mercados financeiros, a economia nacional e as principais notícias que impactam o seu bolso, continue navegando pelo portal O Amazonas. Nossa redação traz cobertura contínua e análises completas para manter você sempre bem informado.