A qualidade do ar em Manaus e em diferentes cidades do Amazonas apresentou variações significativas, oscilando entre os níveis moderado e muito ruim. A situação é monitorada por sistemas internacionais e locais, refletindo o impacto direto de queimadas e condições ambientais na região.
Os dados refletem um cenário de preocupação constante com o meio ambiente e a saúde pública na Amazônia, exigindo acompanhamento rigoroso de órgãos especializados, como o Ibama, e medidas de proteção à população.
Monitoramento da poluição em Manaus e bairros
O sistema internacional de monitoramento IQAir indicou condições moderadas na capital, enquanto o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou níveis variados conforme a localidade.
No Morro da Liberdade e na Cidade Nova, os índices atingiram a classificação de muito ruim. Em contrapartida, áreas como o Parque Dez de Novembro e o Distrito Industrial apresentaram marcas consideradas moderadas.
Impacto nas aulas e na rotina escolar
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) manteve a suspensão das aulas presenciais na rede municipal devido à baixa qualidade do ar. A medida seguiu boletins indicando picos expressivos na concentração de partículas finas.
Da mesma forma, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar determinou a paralisação das atividades presenciais na rede estadual em Manaus e Autazes. As pastas preveem orientações pedagógicas e a posterior reposição dos dias letivos afetados.
Incêndios florestais e situação nos municípios
O avanço de focos de calor na Região Metropolitana de Manaus e no interior agravou o cenário de fumaça densa cobrindo cidades como Manacapuru, Itacoatiara e Parintins. Registros de incêndios prolongados afetaram extensas áreas de vegetação e exigiram resposta enérgica das autoridades.
Na saúde pública, o período crítico gerou centenas de atendimentos médicos na capital associados à inalação de fumaça, evidenciando a vulnerabilidade da população diante das crises ambientais.
Ações federais e reforço no combate
Para conter o avanço das chamas, o governo federal anunciou a ampliação das frotas de aeronaves, a atuação de esquadrões de helicópteros, o uso de embarcações e a mobilização de mais brigadistas na região norte.
A estratégia conta com a coordenação de um Estado-Maior Conjunto e o apoio da Força Nacional do SUS, que estruturou uma base descentralizada em solo amazonense para mitigar os reflexos da fumaça nos moradores.
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Fonte: g1.globo.com